Troca de ônibus no serviço Rio Sul x Cardeal Arcoverde

O ônibus pertence à Transriver Transportes, mas está sob poder da ÚTIL.

Começou a operar nesta semana um novo veículo no serviço de fretamento que liga o Shopping Rio Sul, em Botafogo – Zona Sul da cidade, ao Metrô da Praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana. Anteriormente, era um Marcopolo Torino, fabricado em 2013, montado sobre o chassi Mercedes Benz OF-1721. A partir desta semana, entrou um Marcopolo New Torino, fabricado em 2015, também sobre o chassi Mercedes Benz OF-1721. Adquirido inicialmente pela Transriver Transportes para o serviço do Ônibus da Liberdade – transporte escolar municipal na Zona Sul, o mesmo foi cedido para a ÚTIL – detentora do contrato, em substituição ao ônibus fabricado em 2013 (cabendo lembrar que ambas as empresas são do grupo Guanabara). Com uma plotagem renovada, o ônibus possui 2 portas – com o elevador para deficientes físicos na porta traseira, letreiros na cor âmbar e, por ser um serviço gratuito, não possui roleta. O Portal Flumibuss apresenta agora para vocês o novo ônibus do Rio Sul!

Transriver Transportes / ÚTIL – União Transporte Interestadual de Luxo
Estr. da Pedra, 3885 – Pedra de Guaratiba / Rua Barreiros, 21 – Ramos

As fotos aqui registradas são de 30/10/2015, mantenha os créditos.
(Obs: O carro ainda pertence à Transriver, mas foi cedido para a ÚTIL. Na ficha é levada em conta a empresa que o carro é registrado)

Transriver 001 Transriver 002 Transriver 003 Transriver 004 Transriver 005

Anúncios

Caprichosa aumenta sua frota com novos ônibus

Com crescente demanda, passageiros da linha 950 ganharam um reforço de mais 4 ônibus novos.

A Caprichosa Auto Ônibus, integrante do Consórcio Internorte, apresentou aos passageiros da linha 950 (Vicente de Carvalho x Vista Alegre via Shopping Via Brasil e Av. Meriti), 4 novos ônibus para acréscimo da frota. Com carroceria Apache Vip, produzida pela CAIO Induscar, e encarroçados com o chassi OF-1519, de médio porte, da Mercedes Benz, os novos veículos foram destinados à 950 por conta da crescente demanda que a linha tem. Segundo o último Relatório Diário de Operações, divulgado pelo site Transparência da Mobilidade – da Prefeitura do Rio, referente ao mês de Julho indicam que a linha carregou, no total, quase 180.000 passageiros, enquanto que a 951 carregou, no total, quase 63.000 passageiros. Os 4 carros vieram com prefixos do B27187 ao 190, e você confere a seguir uma galeria detalhada com todos estes carros, em primeira mão.

Caprichosa Auto Ônibus
Rua Bulhões Marcial, 361 – Parada de Lucas, Rio de Janeiro/RJ

As fotos aqui registradas são de 26/10/2015, favor manter os créditos.

Caprichosa B27187 001 Caprichosa B27187 002 Caprichosa B27187 003 Caprichosa B27187 004 Caprichosa B27187 005 Caprichosa B27187 006 Caprichosa B27188 001 Caprichosa B27188 002 Caprichosa B27188 003 Caprichosa B27189 001 Caprichosa B27189 002 Caprichosa B27189 003 Caprichosa B27189 004 Caprichosa B27189 005 Caprichosa B27189 006 Caprichosa B27190 001 Caprichosa B27190 002 Caprichosa B27190 003 Caprichosa B27190 004 Caprichosa B27190 005 Caprichosa B27190 006 1-P1210093

Começam a operar as novas Troncais 3 e 4, com falta de informações e passageiros perdidos

Criadas a partir das linhas 123, 127, 132 e 177, o primeiro dia de operação foi marcado pela falta de pessoal para fazer a divulgação e muitos passageiros perdidos.

P1210010

Primeiro dia das novas linhas T3 e T4, mas ainda havia ônibus circulando com a antiga numeração. Foto: Gabriel P. Gomes | Acervo Portal Flumibuss RJ

Como parte da segunda etapa da primeira fase da racionalização, começou a operar neste sábado as novas linhas que substituem 4 antigas. A Troncal 3 (Central x Leblon via Ipanema e Aterro) e a Troncal 4 (Rodoviária x São Conrado via Presidente Vargas, Aterro e Av. Niemeyer), que vêm substituindo as linhas 123 (Jardim de Alah x Rodoviária), 127 (Copacabana x Rodoviária), 132 (Leblon x Rodoviária) e 177 (São Conrado x Central). Só que ao chegar na Central, o cenário encontrado pelo site é de falta de informação e passageiros completamente perdidos. Como teste, fomos procurar por onde a T4 está parando. Ao chegar no ponto da antiga 177, o cenário encontrado foi esse:

Ponto da antiga 177 na Rua Bento Ribeiro. Não há nenhuma sinalização e agentes da Rio Ônibus divulgando sobre as mudanças. Foto: Gabriel P. Gomes

Ponto da antiga 177 na Rua Bento Ribeiro. Não há nenhuma sinalização e agentes da Rio Ônibus divulgando sobre as mudanças. Foto: Gabriel P. Gomes

Seguindo a busca pela informação que levasse ao ponto de ônibus que a T4 parava, o site foi ao ponto da (agora) Troncal 3 (Central x Leblon). Além da falta de agentes da Rio Ônibus, nem mesmo o despachante da linha sabe onde está parando. Fomos atrás do despachante da linha 107 (que é da mesma empresa da Troncal 4, a Gire Transportes), que finalmente pôde sanar a dúvida, mas ao chegar na Avenida Presidente Vargas, não havia uma sinalização sequer indicando onde que a linha passava. Os passageiros simplesmente estavam perdidos, pois além de não saber onde exatamente o mesmo para, ainda tem que prestar atenção em qual pista que ele vinha.

Os carros operantes na T3 e T4 já estão com adesivos indicando as linhas substituídas. Foto: Gabriel P. Gomes | Acervo: Portal Flumibuss RJ

Os carros operantes na T3 e T4 já estão com adesivos indicando as linhas substituídas. Foto: Gabriel P. Gomes | Acervo: Portal Flumibuss RJ

Chegando em São Conrado, o site observou que, no ponto final da linha, havia cartazes informando sobre as mudanças – não somente das extinções, mas também dos encurtamentos que serão feitos a partir de amanhã, às 14h (em virtude das provas do ENEM). Mas não havia agentes da Rio Ônibus novamente, repetindo o mesmo problema constatado na primeira etapa, que começou no início de Outubro, onde 11 linhas foram extintas e 5 novas (100, 551, 552, 553 e 554) foram criadas. Ao retornamos para o ponto de origem, embarcamos num coletivo da Real Auto Ônibus, onde o motorista teve que pedir ajuda a um passageiro para guiar durante todo o itinerário, pois puxaram o mesmo da linha onde ele é efetivo (110/111 – Rodoviária x Leblon) e escalaram na nova linha, sem ao menos ter o devido treinamento.

Um dos ônibus que estão operando na T4. São 18 da Real Auto Ônibus e 18 da Gire Transportes. Foto: Gabriel P. Gomes | Acervo: Portal Flumibuss RJ

Um dos ônibus que estão operando na T4. São 18 da Real Auto Ônibus e 18 da Gire Transportes. Foto: Gabriel P. Gomes | Acervo: Portal Flumibuss RJ

Tanto a T3, quanto a T4 estarão operando 24 horas por dia, 7 dias por semana, seguindo o proposto pelo plano. A linha T3 roda com 30 ônibus, sendo 15 da Nossa Senhora das Graças e 15 da Real, enquanto que a T4 roda com 36 ônibus, sendo 18 da Gire Transportes

Neste domingo, a partir das 14h, serão encurtados da Praça General Osório para o Metrô da Siqueira Campos as linhas 456 (Norte Shopping), 457 (Abolição), 483 (Penha) e 485 (Penha via Fundão) e na segunda-feira, param de circular as linhas 420 (Vila Isabel x Prado Junior via Túnel Santa Bárbara), 421 (Vila Isabel x Prado Junior via Lapa), 423 (Grajaú x Real Grandeza via Largo do Machado) e 425 (Grajaú x Real Grandeza via Túnel Santa Bárbara). A última etapa da primeira fase está marcada para o dia 05 de Dezembro, e será o maior de todos para o eixo Copacabana x Leblon.

Até o fechamento desta matéria, a Secretaria Municipal de Transportes não enviou nota respondendo aos questionamentos feitos pelo Portal Flumibuss

Dezessete linhas serão alteradas a partir de sábado, 24/10

Ônibus da Nossa Senhora das Graças na 132, que será transformada na Troncal 3.

Ônibus da Nossa Senhora das Graças na 132, que será transformada na Troncal 3. Foto: Gabriel P. Gomes | Acervo Portal Flumibuss RJ

Dando prosseguimento ao processo de racionalização da frota da Zona Sul, a Prefeitura inicia neste sábado, dia 24, a segunda etapa da primeira fase – que envolve as linhas do eixo Copacabana x Leblon. Desta vez, serão 17 alteradas das seguintes formas: 7 serão extintas, 8 serão terão redução no itinerário, 1 será mantida e outra será criada a partir da extinção de 3 linhas. Pela primeira vez, os cortes afetarão quem depende das linhas diametrais norte x sul, pois as linhas 456, 457, 483, 485 e 486 passarão a fazer ponto final no Metrô da Siqueira Campos, tendo que fazer baldeação obrigatória – para um trecho de 3 km entre Siqueira Campos de General Osório, no início da Rua Barata Ribeiro.

Relação de linhas extintas, modificadas e criadas

Relação de linhas extintas, modificadas e criadas

Para os passageiros das linhas 456, 457, 483 e 485, o sentimento é de indignação, pois as linhas 455, 474 (concorrentes da dupla 456 e 457) e 484 (irmã da 483 e 485) continuarão indo até o final de Copacabana, enquanto que as outras só irão até a metade do bairro. O motivo para a retirada das linhas da Praça General Osório, segundo a Prefeitura do Rio, é para acomodar mais 3 ônibus da Troncal 1 (Central x General Osório), no lugar da 456 e 457 (deixando a T1 com 6 carros na placa, o que muitos consideram um absurdo) e, no caso das linhas da VG, a alocação da linha 525 (General Osório x Alvorada), que terá seu ponto final transferido da praça para a Rua Apolo XI.

Outro sentimento dos passageiros é o medo de perder a segunda passagem do bilhete único, já que se você quer seguir todo o itinerário original, terá que fazer obrigatoriamente uma baldeação em um ponto por sentido, conforme mostra a tabela abaixo:

tabela 001

A primeira fase do processo de racionalização, o que muitos julgam ser um processo separatista da elite da Zona Sul da classe trabalhadora da Zona Sul, será concluída no dia 07 de Dezembro, onde, segundo fontes ouvidas da Secretaria Municipal de Transportes, será o maior de todos os cortes, pois poderá envolver mais de 20 linhas extintas e/ou encurtadas de una vez só. O que nos resta é esperar para ver se vai dar certo.

Ônibus da linha 485, que será reduzida para a Siqueira Campos. No lugar do ponto atual, ficará a linha 525

Ônibus da linha 485, que será reduzida para a Siqueira Campos. No lugar do ponto atual, ficará a linha 525. Foto: Gabriel P. Gomes | Acervo: Portal Flumibuss RJ

Nossa Senhora das Graças e Real passam a reforçar frota da 132 e 177

Numa decisão inesperada, o reforço nos trajetos Central – Leblon e Central – São Conrado via Av. Niemeyer ocorre a 10 dias da segunda etapa de racionalização do eixo da Orla.

Ônibus da Real operando na 177, que pertence à Gire Transportes. O reforço é de 5 ônibus tanto na 177 quanto na 132. Foto: Gabriel P. Gomes | Acervo Portal Flumibuss RJ

Ônibus da Real operando na 177, que pertence à Gire Transportes. O reforço é de 5 ônibus tanto na 177 quanto na 132. Foto: Gabriel P. Gomes | Acervo Portal Flumibuss RJ

Começou hoje um reforço inesperado nas linhas 132 (Central x Leblon), da Real Auto Ônibus, e 177 (Central x São Conrado), da Gire Transportes – ambas pertencentes ao Consórcio Intersul. A Viação Nossa Senhora das Graças passou a reforçar a 132 com 5 carros remanejados da 125 – Troncal 1 (Central x General Osório), sendo 3 com ar e 2 sem ar, aumentando a frota de 29 para 34 carros, enquanto que a 177 está operando com, cerca de, 5 carros, retirados da linha 178 (Central x São Conrado via Jóquei), aumentando a frota da linha de 15 para 20 carros. Ainda não foi divulgado as razões para o reforço de frota na 132 e 177, mas a razão apontada para que as empresas entrem nas linhas é a proximidade com o início da segunda etapa da racionalização da Zona Sul, previsto para ser implantado no próximo dia 24. As linhas 128, 132 e 177 serão unificadas e formarão a Troncal Gávea x Central (via Leblon). Os passageiros da Avenida Niemeyer que atualmente utilizam a 177, precisarão pegar alguma das linhas integradas (551, 552, 553 e 554) até a Av. Delfim Moreira para completar o trajeto.

Real e Nossa Senhora das Graças operando juntas na 132, futura Troncal Gávea x Central. Montagem: Gabriel P. Gomes

Real e Nossa Senhora das Graças operando juntas na 132, futura Troncal Gávea x Central. Montagem: Gabriel P. Gomes

Direto da Redação: Viação Algarve – Quando será o enterro e quem vai segurar a bomba?

Diante dos problemas evidentes denunciados pela mídia, interdições pelo Procon e a falta de fiscalização pra Prefeitura, a Algarve já está morta, só falta enterrar. Agora… Quando?

Um dos problemas recorrentes encontrados nos ônibus da Algarve é a falta de um (ou dos dois) limpador(es) de parabrisa, item obrigatório, segundo o Código de Trânsito Brasileiro.

Um dos problemas recorrentes encontrados nos ônibus da Algarve é a falta de um (ou dos dois) limpador(es) de parabrisa, item obrigatório, segundo o Código de Trânsito Brasileiro.

Hoje, o Procon Estadual, em mais uma fase da Operação Roleta Russa – cujo objetivo é verificar irregularidades nas empresas de ônibus do RJ, fez uma visita na Viação Algarve, cuja sede fica no bairro de Paciência, Zona Oeste do Rio. É sabido de todos nós que a situação do Consórcio Santa Cruz está crítica desde o início do fim das empresas Andorinha e Rio Rotas (ônibus mal-conservados, quebrando toda hora, risco grave de acidentes, entre outras coisas). Na Algarve, os fiscais interditaram 28 ônibus, mas se dependesse do Procon, a empresa toda iria ser fechada, pois dos 300 ônibus que a empresa possui (incluído justamente os carros da ‘Andorrotas’, que estão atreladas à Algarve), somente 100 possui condições de rodar – e ainda assim todos com as vistorias muito atrasadas, algumas datadas de 2010 (ano em que houve a licitação – que muitos julgam até hoje que é uma farsa, para beneficiar as empresas do Grupo Guanabara, comandado pelo empresário Jacob Barata – e houve também a fusão da antiga Oeste com a Algarve).

Um dos BRT's da empresa. Embora estejam muito mal-conservados, são um dos poucos ônibus com a manutenção razoável na empresa.

Um dos BRT’s da empresa. Embora estejam muito mal-conservados, são um dos poucos ônibus com a manutenção razoável na empresa. Foto: Gabriel P. Gomes / Acervo Flumibuss RJ

A Prefeitura, sempre que a mídia relata problemas na Viação Algarve, diz que vai reforçar a fiscalização e tal. Mas como reforçar a fiscalização se o corpo para fazer tais ações só possui 40 funcionários? A frota total de ônibus na cidade do Rio é de 8.900 ônibus, se cada um dos 40 fiscais irem para as ruas, a média de vistoria para cada fiscal vai ser de 223 ônibus por fiscal! Um número alarmante, que, sendo desta forma, “permite” que as empresas, sabendo da pífia manutenção, obrigam seus funcionários a dirigirem ônibus praticamente se desmontando e meio que na marra – e ainda sob risco de ter desconto em caso de alguma batida, decorrente da falta de manutenção. Quem não se lembra do acidente com o ônibus da Viação Oeste Ocidental 43201 que tombou na Avenida Brasil, ocasionando a morte de 2 pessoas e que deixou evidente a falta de manutenção da empresa? Vai ser preciso que ocorra um acidente para a Prefeitura oficializar o descredenciamento da empresa (quando a consorciada comete infração gravíssima ao código disciplinar do SPPO)?

Para o Procon, não será preciso. Ainda sobre a vistoria feita hoje, em entrevista à Rádio Tupi, o órgão informou que entrará com um recurso no Ministério Público Estadual obrigando à Secretaria Municipal de Transportes fechar a Algarve. Só que nisso se esbarra em mais um empecilho. Quem assume as linhas? O Consórcio Santa Cruz só possui 9 empresas, onde já teve um processo de reestruturação para absorver as linhas que antes eram operadas pela dupla Andorinha – Rio Rotas, e um novo processo de reestruturação oneraria mais custos para as empresas, saturando-as e, dependendo das circunstâncias, até quebrando.

P1120399

Um dos frescões que a empresa opera. Nem nestas linhas, cuja passagem custa de R$ 9,50 à R$ 12,00, a manutenção está em dia, e, dependendo das circunstâncias, pode ocasionar incêndios acidentais que complicam o trânsito, principalmente na Avenida Brasil. Foto: Gabriel P. Gomes / Acervo Flumibuss RJ

A Algarve tem hoje registrada 19 linhas, mas opera efetivamente apenas 13 linhas – 6 delas foram desativadas sem nenhuma explicação. Os frescões, uma das principais “fontes de renda” da empresa, sofrem demais com a falta de manutenção. Quase sempre é comum encontrar um ônibus enguiçado, ou então, incendiado na Avenida Brasil travando todo o trânsito vindo da Zona Oeste ou do Centro. A mídia cai em cima da Prefeitura, só que nada é feito para que os passageiros da Zona Oeste se sintam um pouco mais contentes em ter ônibus decente para servi-los. Algumas perguntas ficam no ar, inclusive com algumas que podem permanecer sem nenhuma resposta, graças à conivência:

  1. Algarve já está morta, quando será o enterro e quem vai segurar a bomba?
  2. Se houver o colapso nos transportes do RJ, o Prefeito vai admitir que foi tudo culpa exclusivamente dele e dos comandantes do início da era dos consórcios e do atual secretário (Alexandre Sansão e Rafael Picciani)?
  3. Em caso de nova licitação, quem vai criar coragem de operar um sistema falido, cuja Prefeitura investe em BRT – e, ao invés de colocar como uma alternativa às linhas convencionais, corta todas as linhas, sobrecarregando demais?

Especial Belo Horizonte: O embarque e conhecendo o sistema BHBus

Em comemoração aos 5 anos do Portal Flumibuss, hoje começa uma série de matérias especial sobre o sistema de transportes de Belo Horizonte/MG, onde o site passou 20 dias na cidade e vamos mostrar um pouco de como funciona os transportes na cidade. Para você ir para BH, somente duas empresas fazem o trecho Rio x Belo Horizonte, a ÚTIL e a Cometa. Dependendo do tipo de serviço, a passagem pode sair à quase R$ 200,00, como mostra o quadro abaixo. Tabla ÚTIL

Os dois ônibus em que o site viajou. DD da ÚTIL 11504 (foto 1), registrado em Barbacena e o GTV da Cometa 11403 (foto 2), registrado em Belo Horizonte, momentos antes de retomar ao Rio.

Os dois ônibus em que o site viajou. DD da ÚTIL 11504 (foto 1), registrado em Barbacena e o GTV da Cometa 11403 (foto 2 – abaixo), registrado em Belo Horizonte, momentos antes de retomar ao Rio.

P1200548

Enquanto que a ÚTIL faz em 7:00 (em média) o trecho, com uma troca de motorista em Juiz de Fora e a parada técnica em Barbacena, a Cometa faz em 6:00 (em média) o trecho, sem troca de motorista e com a parada técnica em Juiz de Fora.

A chegada em Belo Horizonte e tentando decifrar como funciona:

A nossa chegada foi pela Av. Nossa Senhora do Carmo (que liga o BH Shopping à Região da Savassi, conhecido polo cultural da cidade), à primeira vista, pra quem nunca foi à cidade, até se estranha com um padrão totalmente diferente do Rio de Janeiro. O órgão gerenciador das linhas da cidade é a BHTrans (Empresa de Trânsito e Transporte de Belo Horizonte), ligado à Prefeitura de Belo Horizonte. Na cidade, existem 5 tipos de linhas, conforme mostra o infográfico abaixo:

Tipos de linha BH

As linhas, ao contrário da cidade do Rio, podem ser identificadas de 3 tipos de numeração diferentes, a saber:

– 3 dígitos: Linhas alimentadoras, onde o primeiro dígito representa a Regional de onde parte. Quase sempre, estas linhas são atreladas às estações BHBus, às estações do Metrô e com o advento do MOVE, tornam-se complemento dos moradores que saem dos bairros em direção ao Centro e à Área Hospitalar.
Exemplos:
104 – Lagoinha x Avenida (linha atrelada ao Metrô, com origem na Regional Centro-Sul)
406 – Estação Ponto São José x Pindorama (linha alimentadora, com origem na Regional da Pampulha)

– 4 dígitos: Presente na maioria das linhas, onde o primeiro dígito representa a Regional de origem, enquanto que o segundo representa a Regional de destino. Os dois outros dígitos servem para diferenciar o tipo de serviço prestado, sendo do 01 ao 29 para as diametrais, 30 ao 49 para as linhas que vão ao Centro e retornam e de 50 em diante para as linhas interbairros.
Exemplos:
2101 – Grajaú x Sion (liga a Regional Oeste à Regional Centro-Sul)
9030 – Castanheiras x Centro (liga a Regional Leste ao Hipercentro)
2150 – Grajaú x Sion via Contorno (liga à Regional Oeste à Regional Centro-Sul sem passar pelo Centro)

– Sistema SC e SE:
As linhas SC consistem em 4 pares de linhas abraçantes, que ligam toda a região da Avenida do Contorno, que literalmente contorna o Hipercentro, ao Centro. São elas:
SC01 – Avenida do Contorno (A = horário, B = anti-horário)
SC02 – Santa Efigênia/Praça Sete x Savassi (A = via Praça da Liberdade e Santa Casa; B = via Santa Casa e Praça da Liberdade)
SC03 – Hospital Felicio Rocho x Hospital Militar (A = horário, B = anti-horário)
SC04 – Santa Casa x Rodoviária via Savassi (A = horário; B = anti-horário)

As duas linhas SE existentes atualmente ligam o Savassi à Cidade Administrativa (SE01) e ao bairro Buritis (SE02), com tarifa mais alta que o padrão normal.

Além das linhas convencionais, existem as linhas suplementares, equivalentes ao Transporte Alternativo do Rio, que faz o complemento justamente às linhas convencionais, o que evita a concorrência desleal. Possuem 3 tipos de tarifa: R$ 2,20, R$ 2,50 e R$ 3,10.

Micro-ônibus do sistema Suplementar de BH. Enquanto que o RJ tenta forçar a operar com vans, BH opera com micro-ônibus normalmente.

Micro-ônibus do sistema Suplementar de BH. Enquanto que o RJ tenta forçar a operar com vans, BH opera com micro-ônibus normalmente.

No próximo capítulo da série especial, você vai conhecer um pouco mais da estrutura dos consórcios da cidade, as estações BHBus e o sistema MOVE.