Marcelo Crivella suspende o processo de racionalização das linhas de ônibus

Em 60 dias, o novo secretário de Transportes deverá apresentar o plano de reestruturação dos ônibus da cidade.

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Com a suspensão, as empresas estão autorizadas a voltar com os itinerários antigos. Foto: Arquivo

O novo prefeito do Rio, Marcelo Crivella, assumiu a gestão da cidade no último domingo anunciando uma série de medidas para tentar reduzir os custos, como a extinção de cargos comissionados e a fusão de algumas secretarias. Uma das medidas anunciadas foi a suspensão de todo o processo de racionalização feito pelo antecessor, Eduardo Paes. De acordo com o decreto, foi levado em conta a insatisfação dos usuários com todos os problemas que surgiram em decorrência do processo, cabendo ao poder público “adotar as medidas, de modo a se proceder a melhoria do serviço público sempre com a oitiva dos cidadãos, que são os usuários destes serviços”. Com o decreto, que passa a vigorar a partir deste domingo, as empresas estão autorizadas a voltar com os itinerários antigos que foram extintos e/ou encurtados.

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Linhas que foram afetadas pelas mudanças no Centro e Zona Sul receberam carta branca para voltarem à ativa. Foto: Gabriel P. Gomes – Arquivo

Em até 60 dias, o vice-prefeito e secretário de transportes Fernando MacDowell deverá apresentar um plano para reestruturação total do sistema de ônibus, incluindo todo o processo de racionalização feito. Em entrevista dada ao RJTV desta segunda-feira (02), MacDowell disse que irá rever todo o processo, que confundiu muito os passageiros. “As pessoas em primeiro lugar vão ter que ser respeitadas. Segundo, você está racionalizando vai precisar de uma frota menor, mas a tarifa sempre está lá quietinha. Então, estas coisas todas nós vamos mudar e tem que ser mudada porque a população não pode ficar pagando o que está pagando.”

Antes mesmo desta decisão, algumas linhas que haviam passado pelo processo de racionalização, que foi encerrado em Março de 2016, já estavam retornando aos itinerários de origem, como é o caso das linhas 409, que voltou a ir até o Horto, 473, que voltou a ir até o Lido e 464, que está seguindo até o Jardim de Alah, no Leblon. A Transportes São Silvestre está com planos de retomar 8 linhas que foram extintas com a racionalização, que são: 154/155 (Central x Ipanema), 161/162 (Cruz Vermelha x Leblon), 183/184 (Central x Laranjeiras) e 573/574 (Glória x Leblon).

Além da questão da suspensão de todo o processo de racionalização, entraram no pacote, na área de transportes, das primeiras medidas de Crivella:

  • A suspensão da cobrança de pedágio para motos na Linha Amarela (já em vigor)

  • Apresentar um relatório sobre o status das obras do BRT TransBrasil

  • Elaborar estudos e negociações com o Governo do Estado para que o Metrô seja incluído no Bilhete Único Carioca até o fim de 2018.

  • Apresentar, em 90 dias, um diagnóstico operacional do sistema de BRT’s

  • Apresentar um plano de criação e/ou ampliação de bicicletários nas estações de BRT, metrô e trem

REAJUSTE DA PASSAGEM: “POR ENQUANTO NÃO SOBE”. RIO ÔNIBUS VAI RECORRER

Antes da posse, o então prefeito Eduardo Paes estava com o reajuste das passagens na cidade do RJ pronto para ser publicado no Diário Oficial. A passagem subiria de R$ 3,80 para R$ 3,95 – um aumento de 3,5%, considerado abaixo da inflação. O Vice-Prefeito e Secretário de Transportes, Fernando MacDowell, considerou “inadequado” o reajuste e Paes retrocedeu com a atitude. A Rio Ônibus disse, em nota, que não concorda com a posição de MacDowell, mas que se mostra aberta ao diálogo. Ainda assim, já anunciou que pretende entrar na Justiça para garantir o aumento, que é uma cláusula do contrato firmado em 2010.

Hoje, durante entrevista ao RJTV, ele afirmou que dando o reajuste às empresas, as mesmas alegarão que caiu a quantidade de passageiros, pedindo assim, um novo aumento. “É porque acontece o seguinte: se você der o aumento, eles vão reclamar que caiu mais ainda a quantidade de pessoas transportadas, que vai precisar de outro aumento. Não é assim que as coisas têm que ser colocadas. A gente tem que realmente trabalhar e proteger a população”. MacDowell ainda pontuou que ainda há ônibus sem ar-condicionado (desrespeitando o acordo firmado com o Ministério Público, que determinava 100% da frota refrigerada até o fim de 2016, o percentual hoje está entre 55% e 60% de ônibus refrigerados) e que ninguém reduziu a passagem com a implantação do BRT, que reduz os custos das empresas em 31%.

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Para MacDowell, passagem poderia estar mais barata após a implantação do BRT, o que não ocorreu. Foto: Arquivo.

Mac Dowell disse que há uma sobra de caixa no setor de transportes e que é preciso conversar com as empresas sobre o aumento das passagens. Ele disse que vai se reunir com os empresários para encontrar soluções técnicas e que não prejudiquem a população, e enfatizou que no momento não haverá aumento de tarifa.

Com informações de G1 – Rio de Janeiro

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