A nova JL Turismo

Em operação desde a última segunda, a empresa, ligada à UTIL, entrou no lugar da Xavier Tour no Barra Bali

IMPORTANTE: Antes de seguir com a matéria, leia a nota de esclarecimento à respeito da mesma no link: https://flumibussrj.wordpress.com/2018/06/12/nota-de-esclarecimento-aos-leitores-sobre-a-materia-a-nova-jl-turismo/

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Dois dos 7 veículos da JL Turismo. São 2 micro-ônibus e 5 ônibus convencionais.

Entrou em operação na última segunda-feira, a JL Turismo. A nova empresa foi criada a partir de uma “cisão” do setor de fretamento da UTIL, tradicional empresa rodoviária pertencente ao Grupo Guanabara (que está na capa das manchetes policiais, após a prisão do diretor do grupo – Jacob Barata Filho e denúncias de corrupção). Na sua frota foram incorporados 7 ônibus, a saber:

  • 1 Volare DW9 – Mercedes Benz LO-916, fabricado em 2013 e oriundo da empresa TURSAN
  • 1 Mascarello Gran Micro – Mercedes Benz LO-916, fabricado em 2016 e oriundo da UTIL
  • 3 Comil Campione Invictus 1200 – Mercedes Benz O-500R, fabricados em 2016, oriundos da Xavier Tour
  • 2 Marcopolo Paradiso G7 1200 – Mercedes Benz O-500RS, fabricados em 2011, oriundos da UTIL.
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A pintura da JL Turismo destaca-se pela sua simplicidade e manutenção fácil.

Todos os 7 ônibus da JL Turismo foram direcionados para o fretamento do condomínio Barra Bali, que fica na divisa entre a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade, ocupando o lugar que antes era da Xavier Tour. Ainda não se sabe o que aconteceu com a antiga operadora, mas uma das hipóteses levantadas é a de que a mesma vai voltar a se dedicar exclusivamente ao mercado de turismo eventual (excursões e afins).

Confira mais fotos na galeria abaixo!

 

Do Rio de Janeiro, Gabriel Gomes

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Prisão da alta cúpula da Fetranspor: O que vem por aí?

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Momento em que JB Filho é conduzido por agentes da Polícia Federal, logo após a sua prisão. Foto: Reprodução TV Globo/G1 Rio de Janeiro

Desde ontem à noite, os noticiários do Rio foram inundados com a prisão do empresário Jacob Barata Filho, um dos maiores donos de empresas de ônibus no RJ e herdeiro de Jacob Barata, o “Rei dos Ônibus”. Os agentes da Operação Lava Jato no RJ receberam informação de que ele tivesse fugindo para Lisboa, Portugal, onde a família possui negócios e foram ao Aeroporto Internacional do Galeão na tentativa de capturá-lo e obtiveram êxito. Hoje, na Operação Ponto Final, outros 11 mandados de prisão foram expedidos, sendo 3 temporários e 8 preventivas. Entre os principais detidos estão:

 
– Lélis Teixeira, presidente da Fetranspor, suspeito de receber R$ 1,57 milhões (preventivo)
– Rogério Onofre, ex-presidente do DETRO, suspeito de receber R$ 44 milhões (preventivo)
– Marcelo Traça Gonçalves, presidente do SETRERJ (Niterói, São Gonçalo e Maricá), suspeito de ser o realizador dos pagamentos (preventivo)
– Otacílio Monteiro, vice-presidente da Rio Ônibus (temporário)
 
O único mandado pendente é o de José Carlos Alves Lavouras, conselheiro da Fetranspor e um dos diretores da Transportes Flores, tradicional empresa da Baixada Fluminense, suspeito de receber R$ 40 milhões de propina. Segundo as informações, ele está em Portugal, mas já teve o nome incluído na lista da Interpol. Todos eles juntos movimentaram, com o ex-governador Sérgio Cabral, a cifra de R$ 260 milhões, sendo que esse número segundo as informações pode chegar à R$ 500 milhões.
 
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A Transportes Flores estaria envolvida no esquema de pagamento de propinas à Sérgio Cabral, preso desde Novembro de 2016.

E o que isso impacta no dia a dia dos passageiros?
Basicamente, uma passagem muito menor poderia estar sendo cobrada. Segundo o Ministério Público Federal, em 2009 o reajuste das linhas intermunicipais deveria ter sido feito na faixa de 2%, sendo que foi concedido 7%. As investigações apontam que por cada reajuste de passagem feito, Sérgio Cabral e sua quadrilha recebiam uma propina da Fetranspor.
 
Segundo o procurador da República Eduardo El-Hage, o esquema criminoso é um dos mais antigos existentes no estado e “um dos mais maléficos, pois prejudica a população de baixa renda e paga tarifas além do que seriam as tarifas justas e adequadas, em razão do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.” Além disto, o Portal Flumibuss recebeu a informação de que a Polícia Federal, numa das operações de busca e apreensão, esteve na garagem da Viação Matias, no Engenho de Dentro para recolher computadores.
A esperança é que a “caixinha da propina” da Fetranspor possa ser desmantelada, para que os passageiros possam sentir, uma melhora na qualidade dos ônibus, já que a Rio Ônibus alega que as empresas estão passando por uma crise, com queda na qualidade da frota, mas participava do esquema de corrupção. Como proceder?
Notas:
1) Segundo o advogado de Barata Filho, o empresário faria uma viagem de rotina ao país europeu, onde tem negócios “há décadas e para onde faz viagens mensais”.
2) A Federação de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) informou que colabora com as autoridades policiais e está à disposição da Justiça para os esclarecimentos necessários.
Com informações de G1 Rio de Janeiro e Agência Brasil – EBC, Gabriel Gomes