Prisão da alta cúpula da Fetranspor: O que vem por aí?

Capturar2

Momento em que JB Filho é conduzido por agentes da Polícia Federal, logo após a sua prisão. Foto: Reprodução TV Globo/G1 Rio de Janeiro

Desde ontem à noite, os noticiários do Rio foram inundados com a prisão do empresário Jacob Barata Filho, um dos maiores donos de empresas de ônibus no RJ e herdeiro de Jacob Barata, o “Rei dos Ônibus”. Os agentes da Operação Lava Jato no RJ receberam informação de que ele tivesse fugindo para Lisboa, Portugal, onde a família possui negócios e foram ao Aeroporto Internacional do Galeão na tentativa de capturá-lo e obtiveram êxito. Hoje, na Operação Ponto Final, outros 11 mandados de prisão foram expedidos, sendo 3 temporários e 8 preventivas. Entre os principais detidos estão:

 
– Lélis Teixeira, presidente da Fetranspor, suspeito de receber R$ 1,57 milhões (preventivo)
– Rogério Onofre, ex-presidente do DETRO, suspeito de receber R$ 44 milhões (preventivo)
– Marcelo Traça Gonçalves, presidente do SETRERJ (Niterói, São Gonçalo e Maricá), suspeito de ser o realizador dos pagamentos (preventivo)
– Otacílio Monteiro, vice-presidente da Rio Ônibus (temporário)
 
O único mandado pendente é o de José Carlos Alves Lavouras, conselheiro da Fetranspor e um dos diretores da Transportes Flores, tradicional empresa da Baixada Fluminense, suspeito de receber R$ 40 milhões de propina. Segundo as informações, ele está em Portugal, mas já teve o nome incluído na lista da Interpol. Todos eles juntos movimentaram, com o ex-governador Sérgio Cabral, a cifra de R$ 260 milhões, sendo que esse número segundo as informações pode chegar à R$ 500 milhões.
 
1-p1270239

A Transportes Flores estaria envolvida no esquema de pagamento de propinas à Sérgio Cabral, preso desde Novembro de 2016.

E o que isso impacta no dia a dia dos passageiros?
Basicamente, uma passagem muito menor poderia estar sendo cobrada. Segundo o Ministério Público Federal, em 2009 o reajuste das linhas intermunicipais deveria ter sido feito na faixa de 2%, sendo que foi concedido 7%. As investigações apontam que por cada reajuste de passagem feito, Sérgio Cabral e sua quadrilha recebiam uma propina da Fetranspor.
 
Segundo o procurador da República Eduardo El-Hage, o esquema criminoso é um dos mais antigos existentes no estado e “um dos mais maléficos, pois prejudica a população de baixa renda e paga tarifas além do que seriam as tarifas justas e adequadas, em razão do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.” Além disto, o Portal Flumibuss recebeu a informação de que a Polícia Federal, numa das operações de busca e apreensão, esteve na garagem da Viação Matias, no Engenho de Dentro para recolher computadores.
A esperança é que a “caixinha da propina” da Fetranspor possa ser desmantelada, para que os passageiros possam sentir, uma melhora na qualidade dos ônibus, já que a Rio Ônibus alega que as empresas estão passando por uma crise, com queda na qualidade da frota, mas participava do esquema de corrupção. Como proceder?
Notas:
1) Segundo o advogado de Barata Filho, o empresário faria uma viagem de rotina ao país europeu, onde tem negócios “há décadas e para onde faz viagens mensais”.
2) A Federação de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) informou que colabora com as autoridades policiais e está à disposição da Justiça para os esclarecimentos necessários.
Com informações de G1 Rio de Janeiro e Agência Brasil – EBC, Gabriel Gomes
Anúncios
Esta entrada foi publicada em Notícias, Operação Lava Jato RJ. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s