Auto Viação Bangu encerra as atividades, após 54 anos de funcionamento

Com o fechamento da empresa, é a 6ª empresa a encerrar atividades na gestão de Rafael Picciani na SMTR. E pode não parar só nela…

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Linha 383, que já está sob operação da Transportes Barra. Até o início do 2º semestre, as demais linhas da Bangu serão assumidas pela Barra.

A Auto Viação Bangu, que estava prestes à completar 55 anos em 2017, encerrou as suas atividades para valer a partir de hoje, após o estopim da greve de funcionários da empresa. Os motoristas da empresa, que denunciavam os salários atrasados e as péssimas condições de trabalho, cruzaram os braços nesta última segunda-feira e ainda prejudicam quase 50.000 passageiros na região de Realengo, Padre Miguel e Bangu. Após uma rodada intensa de negociações, ficou decidido que a Transportes Barra irá assumir todas as linhas da empresa, de maneira gradual. Na última segunda-feira, a empresa de Vila Valqueire assumiu a operação das linhas 383 (Realengo/Praça da República) e 794 (Bangu Shopping/Cascadura via Barata) e ontem assumiu as linhas 777 (Padre Miguel/Madureira Shopping – Direto) e SV777 (Padre Miguel/Madureira Shopping – via Rua do Governo). Nesta quinta-feira, dia 12/05, outras 7 linhas serão reativadas pela Transportes Barra, sendo elas:

  • 394 (Vila Kennedy/Tiradentes) e SP394 (Vila Kennedy/Caju)
  • 739 (Sulacap/Bangu)
  • 741 (Barata/Bangu via Murundu – Circular)
  • 743 (Barata/Bangu via Água Branca – Circular)
  • 744 (Realengo/Cascadura via Jardim Novo – Circular)
  • 755 (Realengo/Coelho Neto)
  • 936 (Campo Grande/Fundão via Estrada da Posse)
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A Auto Viação Bangu empregava cerca de 700 funcionários, entre motoristas, operacional e manutenção. Parte destes será contratada pela nova empresa.

A reativação de todas as outras as linhas da Bangu vai depender da chegada de ônibus. Ao final da reunião que culminou com o fechamento da empresa de Magalhães Bastos, ficou decidido os seguintes pontos:

  • A garagem da Auto Viação Bangu também passa a pertencer à Barra e a mesma passará a utilizar assim que for feito a limpeza da mesma.
  • As linhas da Bangu serão todas operadas pela Barra, sendo que a linha 725 (Ricardo de Albuquerque/Cascadura), a única a pertencer ao Consórcio Internorte, poderá ser repassada à Viação Novacap, caso a empresa queira.
  • Nenhum carro da Bangu foi adquirido no pacote
  • Já anteriormente a essa negociação, a Barra já tinha adquirido 40 veículos novos que agora serão distribuídos nas linhas da Bangu;
  • Com a absorção das linhas da Bangu, as linhas do Consórcio Transcarioca, como a 341 (Taquara/Candelária) e a 878 (Tanque/Barra da Tijuca), deverão ser repassadas às outras empresas do grupo (Viação Redentor e Transportes Futuro)
  • Para ajudar na operação, a Viação Redentor e a Transportes Futuro repassarão cerca de 80 carros para a Transportes Barra.
  • O Grupo Redentor, em caráter de urgência, comprará ônibus semi-novos para não ter prejuízo nas operações.
  • Os funcionários da Bangu serão contratados na medida do possível mediante a necessidade atual de pessoal;
  • Com a vinda do BRT TransBrasil, a Barra terá direito à 47 vagas que seriam destinadas à Viação Bangu
  • A Bangu (nome) encerra suas atividades no transporte urbano, mas o CNPJ continuará aberto aberto voltar as atividades entrando em licitações no cenário, municipal e nacional;
  • A Lacosta Turismo não será incorporada ao Grupo Redentor, sendo assim, fica de forma independente.

A Auto Viação Bangu é a 6ª empresa a encerrar suas atividades somente na gestão de Rafael Picciani na Secretaria Municipal de Transportes. Já fecharam: Andorinha, Rio Rotas, Translitorânea, Via Rio e Algarve. Com exceção da Bangu, todas as outras empresas eram controladas pelo Grupo Breda, comandado por Álvaro Lopes. Até o fechamento desta matéria, a Secretaria Municipal de Transportes não se pronunciou sobre a greve e o fechamento da Auto Viação Bangu.

(Atualizado em 12/05/2016 Às 09:35)

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Auto Viação Bangu é comprada pelo Grupo Redentor

A negociação foi concluída nesta semana e as primeiras mudanças começam já nesta segunda-feira.

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A Auto Viação Bangu foi comprada pelo Grupo Redentor e o grupo inicia a gestão na empresa a partir de segunda (14/03). Foto: Gabriel P. Gomes

Uma negociação entre as empresas de ônibus do Rio de Janeiro pegou muitos de surpresa. O Grupo Redentor, encabeçada pela Viação Redentor – do Consórcio Transcarioca, finalizou a compra da Auto Viação Bangu, pertencente ao Consórcio Santa Cruz, numa negociação que muitos não acreditavam que fosse concretizada. A Bangu, com 54 anos de fundação, está passando por uma série crise financeira e de manutenção – consequência da absorção das linhas da antiga Oriental em 2010. A dívida da empresa ultrapassava a marca de R$ 40 milhões. Em uma série de reuniões, foram definidos todos os trâmites relacionados às partes administrativa, operacional e de frota. Veja o que muda:

  • Administrativa: Será feita uma mudança total na equipe que dirigirá a Bangu daqui em diante. A compra não envolve a outra empresa que era ligada à Bangu, a Lacosta Turismo. A mesma está sendo negociada em parte com outras empresas.
  • Operacional: A garagem da empresa, também adquirida na operação, e localizada em Magalhães Bastos, será dividida entre a Bangu e a Transportes Barra. Além da garagem localizada na Estrada General Canrobert da Costa, foi adquirido também um terreno com 9 propriedades, para posterior expansão da garagem. Será aplicado o padrão Redentor às linhas da empresa, variando de linha para linha, à definir.
  • Frota: Para melhorar os intervalos das linhas da empresa, serão transferidos 40
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    Foto: Gabriel Petersen Gomes

    ônibus, em curto prazo, da Redentor e Futuro para a Bangu, tapando os buracos existentes na frota da empresa. Com o tempo, serão desativados todos os ônibus fabricados pela Mascarello, modelo Gran Via e Gran Via Midi, anos 2008, 2009 e 2010 e só terão os ônibus fabricados pela CAIO, modelo Apache Vip, em 2014, além do “filho único” fabricado pela Mascarello em 2015, o carro D58625, à pedido da (agora antiga) direção da empresa.

A compra da Bangu pelo Grupo Redentor é vista, por pessoas ligadas às duas empresas, como uma resposta à perda de receita ocasionada pelos sucessivos cortes feitos em sua área original de operação (a região de Jacarepaguá), por conta da implementação do BRT Transcarioca, assim sendo, uma alternativa para recuperar todo o lucro perdido com estes cortes, além de dar um suporte à Transportes Barra, que teve um crescimento considerável dentro do Consórcio Santa Cruz, com a absorção das linhas da Viação Andorinha e Viação Algarve, ambas empresas extintas entre 2014 e 2015.

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Grupo Redentor e Bangu agora juntas. Arte: Gabriel Petersen Gomes