Nova frente de obras da TransBrasil desvia o itinerário de linhas a partir de sábado

A alteração acontecerá na altura do Caju e afetará 71 linhas municipais e, cerca de, 70 linhas intermunicipais

A Prefeitura do Rio, através da Secretaria de Transportes, divulgou nesta quarta-feira que a partir deste sábado, um trecho de 500 metros da pista lateral da Avenida Brasil será interditada para dar prosseguimento às obras do BRT TransBrasil, que se arrastam desde 2014. O trecho fica entre as Ruas Sá Freire e Conde de Leopoldina, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. 

Duas das empresas intermunicipais que terão o itinerário de suas linhas afetadas, União e Mauá

Com a mudança, a Rua Conde de Leopoldina terá o sentido invertido, funcionado da Rua Bela para a Avenida Brasil, enquanto que a Rua Monsenhor Manuel Gomes ficará em regime de mão dupla entre a Rua Conde de Leopoldina e a Rua General Bruce. Além disto, o ponto da passarela 01 no sentido Centro será deslocado para a Rua Conde de Leopoldina.

Percurso que será feito pelos carros e ônibus durante o tempo em que as obras no trecho. Divulgação Prefeitura do Rio

A mudança afetará 71 linhas municipais e, cerca de, 70 serviços paradores das linhas intermunicipais que vão em direção ao Centro do Rio, e eles terão que obedecer o seguinte itinerário:

Atualmente: … Avenida Brasil (pista lateral) – Rua Bela – Rua José Clemente – Avenida Brasil (pista lateral), seguindo o itinerário normal
A partir de sábado: … Avenida Brasil (pista lateral) – Rua Bela – Rua Conde de Leopoldina, seguindo o itinerário normal

A previsão é que as obras no trecho durem 13 meses, sendo reaberto somente em 01/01/2020. E a nova previsão dada pela Prefeitura para que toda a obra do BRT seja entregue somente em 2020

As alterações nos mapas das linhas municipais em nosso guia de linhas e empresas estará disponível ao longo do mês de Dezembro. Confira nosso guia em: http://bit.ly/guiaflumibussrj

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BRT dá início ao plano de contingência no ramal da Cesário de Melo

Inicialmente, a versão urbana da linha 17 operará das 4h às 23h, com até 20 ônibus.

O Consórcio BRT iniciou nesta segunda-feira, o plano de contingência para não deixar os passageiros da Avenida Cesário de Melo, antes atendidos pelo BRT Transoeste, desassistidos. 10 ônibus do Consórcio Santa Cruz foram deslocados para atender o eixo, sendo 4 da Transportes Campo Grande, 4 da Transportes Barra e 2 da Expresso Pégaso.

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Um dos 10 ônibus inicialmente escalados para atender o eixo da Cesário de Melo. Ao longo da semana, a quantidade pode dobrar.

Segundo o Consórcio, o plano de contingência tem duração prevista de 3 meses, enquanto não é resolvido o impasse relacionado à reabertura das estações do ramal, mesmo após o fim da paralisação dos caminhoneiros. Em declaração dada logo após a paralisação, o secretário da Casa Civil, Paulo Messina, disse que as estações viraram “quiosques do tráfico”, informação desmentida pelo porta-voz da PMERJ, Major Ivan Blaz.

O prefeito Marcelo Crivella chegou a anunciar um investimento de R$ 700.000,00 para garantir segurança nos trajetos dos ônibus, mas ainda não tem prazo para ser implantado.

Vale lembrar que o Consórcio BRT já havia manifestado interesse em fechar o eixo da Avenida Cesário de Melo, constantemente alvo de criminosos, depredando as estações e gerando um alto número de calotes. Agora, apenas a linha 15 (Paciência x Salvador Allende) está inoperante.

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A linha 17 está seguindo o caminho do BRT Transoeste, via Avenida Cesário de Melo. A mesma irá operar, inicialmente, entre 04:00 e 23:00. O ponto em Campo Grande está no Terminal de ônibus do bairro, enquanto que em Santa Cruz, o ônibus estará saindo da Rua Álvaro Alberto, no ponto compartilhado com a linha 870 (Santa Cruz x Sepetiba). Confira o mapa abaixo:

Prefeitura anuncia, enfim, o reajuste da tarifa para R$ 3,95

Inicialmente previsto para ser R$ 4,05, ambas as partes negociaram redução de R$ 0,10.

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Prefeito Crivella com Presidente do Rio Ônibus, Claudio Callak, anunciando o reajuste. Foto: Reprodução G1 RJ

Demorou, mas saiu. Em uma cerimônia hoje no Palácio da Cidade, o Prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e o presidente do Rio Ônibus, Claudio Callak, assinaram o acordo que, entre outros pontos, fixa o valor da tarifa do Bilhete Único Carioca em R$ 3,95, um reajuste de 9,72%. Dentre os pontos acordados, estão: a climatização total da frota até 2020, lançamento de um aplicativo com o horário e itinerário de todas as linhas e a renúncia aos processos movidos pelo Rio Ônibus contra a Prefeitura do Rio.

Veja ponto a ponto, detalhadamente, do acordo:

  1. Climatização total da frota até Setembro de 2020, respeitando o cronograma abaixo:
    1. 150 novos ônibus em até 90 dias após o deferimento do termo de conciliação
    2. Até 31/12/2018 = 60% da frota (atualmente, o percentual está em 42%)
    3. Até 30/06/2019 = 70% da frota
    4. Até 31/12/2019 = 80% da frota
    5. Até 30/06/2020 = 90% da frota
    6. Até 30/09/2020 = 100% da frota
  2. O Rio Ônibus compromete-se a retirar as ações movidas por ela contra a Prefeitura do Rio, todas correndo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
  3. Os consórcios serão obrigados a apresentar, num prazo de 2 meses, a partir de hoje, balancetes trimestrais de suas operações contábeis e financeiras. O que significa a tal abertura da “caixa-preta”.
  4. Doação de R$ 7.000.000,00 pelo Rio Ônibus para ajudar na aquisição da matéria-prima asfáltica para ser usada no recapeamento das principais vias do Rio
  5. Também haverá uma outra doação, com valor a ser estipulado, para ajudar na aquisição de concreto para o recapeamento das pistas do BRT, principalmente na Transoeste (Barra x Santa Cruz/Campo Grande)
  6. Os consórcios deverão, no prazo de 24 horas, assumir 50% das linhas operadas por uma empresa que descumpra essa obrigação,  de forma que seja garantida a prestação de serviços aos usuários. A recomposição integral deverá se dar em até 30 dias, respeitando-se a quantidade de veículos necessários para a adequada prestação de serviço.
  7. Uma vez apontada pela auditoria uma tarifa maior do que o estabelecido, os consórcios desde já renunciam ao valor da diferença encontrada, sendo mantida a importância de R$ 3,95. Caso a auditoria aponte uma tarifa menor do que a estabelecida, esta poderá ser imediatamente aplicada, respeitados os prazos contratualmente previstos. A diferença cobrada a mais no período deverá ser subtraída do valor tarifário encontrado, pelo tempo necessário para ressarcimento do montante cobrado a mais.
  8. Os novos ônibus, a partir de agora, deverão contar com Wi-Fi e carregador USB 3.0. No caso do USB, deverão estar disponíveis, no mínimo, a cada 2 fileiras de bancos.
  9. Será implantado o aplicativo Ônibus.Rio, que contará com os horários e itinerários de todas as linhas da cidade, além de poder receber alertas para descida no ponto escolhido.

“O que todos precisam entender é que nós estamos há um ano e meio sem reajuste. E, ainda assim, nós temos uma das passagens mais baratas da região. Em São Paulo, por exemplo, há um subsídio de R$ 3 bilhões, a população coloca esse valor para que a passagem, que seria de R$ 6,66 fique em torno de R$ 4,00. Pelos nossos estudos, a fórmula paramétrica apontava para uma tarifa de R$ 4,05, e nós conseguimos negociar e reduzir para R$ 3,95”, explicou Crivella, no Palácio da Cidade, após assinar o decreto com os termos do acordo.

O reajuste só passará a valer 10 dias após a retirada das 3 ações movidas contra a Prefeitura e que estão tramitando no Tribunal de Justiça. Caso isso ocorra na semana que vem, a previsão é que o reajuste passe a valer a partir do dia 14.

Com o anúncio do reajuste, põe-se fim à longa guerra por conta da passagem, que começou no final de 2016, quando o vice-prefeito que assumiria (Fernando MacDowell, já falecido) pediu para que o ex-prefeito Eduardo Paes não desse a tarifa de R$ 3,95. Após isso, a passagem caiu para R$ 3,60, em Agosto, e depois para R$ 3,40, em Novembro de 2017. Em Fevereiro a passagem voltou à R$ 3,60, valor que permanece até então, mesmo com uma liminar, que fora suspensa antes mesmo de vigorar, determinado nova redução para R$ 3,40.

COM INFORMAÇÕES DA PREFEITURA DO RIO E DO G1 RJ

Três empresas e o BRT param de operar neste final de semana por causa da falta de diesel

Viação Jabour, Viação Novacap e Viação Tijuca não irão para as ruas no fim de semana

No 5º dia de protestos dos caminhoneiros, por conta da alta no preço do diesel, pelo menos, 3 empresas não terão condições de operar neste final de semana. São elas: Jabour, Novacap e Tijuca. E o Consórcio BRT publicou nota informando que todo o sistema será suspenso a partir de amanhã. Confira o que aconteceu (e acontecerá) com elas e outras empresas que divulgaram seus esquemas especiais para o final de semana:

VIAÇÃO JABOUR:

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A Auto Viação Jabour, do Consórcio Santa Cruz, circulou com pouco menos de 10% de sua frota na noite desta sexta-feira. A sua principal linha, a 864 (Bangu x Campo Grande), parou por volta das 20:00, após circular o dia todo com 1 ônibus apenas. Para este sábado, apenas 5 linhas irão rodar no primeiro turno: 835, 838, 864, 867 e 884. O segundo turno ainda está incerto, podendo, inclusive, não rodar por completo.
(Informação corrigida às 11:00)

VIAÇÃO NOVACAP:

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A empresa divulgou em suas redes sociais que neste sábado, operará com 60 ônibus, sendo distribuídos igualmente (20 cada uma) entre 371, 624 e 917. A linha SV917 (Bonsucesso x Realengo via Rua Marina) estará suspensa e a cota dela na linha 265 (Marechal Hermes x Castelo) segue suspensa até segunda ordem. No domingo, a empresa informou que não sairá pras ruas, pois seu estoque reserva de diesel acabou.

VIAÇÃO TIJUCA:

Segundo informações apuradas pelo Portal Flumibuss RJ, nenhum coletivo da empresa sairá a partir de amanhã, até que a situação se normalize. A exceção deverá ficar por conta dos ônibus que fazem o serviço do Metrô na Superfície (Gávea x Antero de Quental ou Botafogo).

CONSÓRCIO BRT:

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O Consórcio BRT divulgou uma nota informando que irá interromper todo o sistema a partir da 00:00 deste sábado, pois o estoque de diesel nas empresas já zerou. E que espera uma definição o mais breve possível para voltar a operar com a frota mínima necessária. Confira a nota:

(Atualização, às 22h55) Sem ter como abastecer seus articulados, pela falta de combustível nos postos e garagens, o BRT Rio, apesar de todos os esforços, não conseguirá manter o sistema operando na manhã deste sábado, dia 26. Todos os serviços, nos três corredores expressos – Transoeste, Transcarioca e Transolímpica –, serão suspensos por tempo indeterminado. Neste momento, os estoques de diesel das empresas consorciadas estão zerados. Os articulados voltarão a circular tão logo se restabeleça a distribuição de combustível no estado e o Consórcio consiga abastecer o número de veículos necessário para normalizar a operação. Estamos trabalhando para conseguir repor a reserva de diesel no mais curto prazo possível. Pedimos aos nossos clientes que acompanhem nossas comunicações nas redes sociais do BRT. Assim que houver as condições mínimas para operação, retomaremos imediatamente os serviços

A cidade do Rio operou, até às 18h desta sexta-feira, com 52% de sua frota, segundo a Rio Ônibus. Porém, caso a situação não seja normalizada o quanto antes, há o risco de paralisação total do sistema, o que, segundo previsões, PODERÁ acontecer na segunda-feira.