Funcionários da Rubanil, América e Madureira Candelária conseguem rescisão unilateral de contrato

Em mais um capítulo envolvendo as três empresas, os rodoviários conseguem os direitos para rescindir o contrato

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Audiência entre os rodoviários e os representantes das empresas Rubanil, América e Madureira Candelária. Foto: Reprodução site Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região/RJ

Em uma audiência de conciliação feita nesta terça-feira na Coordenadoria de Apoio à Efetividade Processual (CAEP) do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, no Centro do Rio, os rodoviários das empresas Rubanil, América e Madureira Candelária, sediadas em Irajá, na Zona Norte do Rio, e que estão paradas desde a última quinta-feira (03/05), conseguiram a rescisão unilateral dos contratos de trabalho.

Na sentença, proferida pela desembargadora Rosana Salim Villela Travesedo, vice-presidente do TRT/RJ e titular do Juízo Auxiliar de Conciliação de 2º grau junto à CAEP, foi aceito o pedido de tutela de urgência para baixa dos contratos de trabalho, além da liberação do Fundo de Garantia e do seguro-desemprego de trabalhadores incluídos em listagem que será remetida posteriormente pelo sindicato dos rodoviários da cidade do Rio (Sintraturb-Rio). A Caixa Econômica foi oficiada determinando o pagamento dos salários de 82 rodoviários, relativos ao mês de janeiro de 2018, no valor de R$ 276.600,00.

Na pauta seguinte, envolvendo a Madureira Candelária, além da baixa nos contratos de trabalho, liberação do FGTS e do seguro-desemprego, a empresa se comprometeu à receber os (agora ex) rodoviários na sede da empresa hoje, dia 9, e no dia 11 para respectiva baixa na CTPS, com data retroativa ao dia 8/5. Também foi determinado que a empresa entregue uma lista com os nomes de 98 trabalhadores, em 24 horas, e apresente as fichas de registro dos que faltarem nesta relação.

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Pelas redes sociais circula uma cópia da ata de audiência relativo ao caso da Madureira Candelária. Foto: Reprodução Redes Sociais

Além das três, nesta terça-feira também houve audiência de conciliação envolvendo a Litoral Rio (e sua subsidiária extinta Translitoral). No caso delas, a Litoral comprometeu-se a depositar em 48 horas, junto à CAEP, valores descontados indevidamente de trabalhadores à título de auxílio-alimentação e pensão alimentícia – valores que eram deduzidos dos contracheques dos rodoviários mensalmente sem que fossem fornecidos. Foi determinado também que a empresa apresente em sete dias uma planilha de regularização salarial, férias e auxílio-alimentação. Além disso, foi deferido requerimento do sindicato dos trabalhadores para inclusão dos nomes de 150 empregados, 47 da Litoral e cerca de 90 da Translitoral, em uma lista para rescisão indireta dos contratos, com data de 8/5.

O QUE ACONTECE AGORA COM O TRIO?

Com a obtenção da rescisão unilateral dos contratos, os rodoviários das 3 empresas estão livres para obter uma vaga de trabalho em qualquer uma das outras empresas da cidade, em especial, àquelas que assumiram as linhas das três empresas (Caprichosa, Três Amigos, Estrela, Gire, Pavunense e Vila Real). As 3 empresas (Rubanil, América e Madureira Candelária) oficialmente ainda não estão sendo consideradas como extintas, porém, não há mais mão de obra para colocar as frotas em circulação. Posto isto, as empresas citadas acima e que estava operando em caráter provisório, podem passar a operar em caáter efetivo, desde que não haja nenhuma reviravolta no caso. As linhas que estão circulando são:

  • 349 (Rocha Miranda x Castelo) = Estrela, em Turno Único (3 horários por sentido)
  • 350 (Irajá x Passeio) = Estrela
  • 355 (Madureira x Tiradentes) = Três Amigos e Caprichosa
  • 665 (Pavuna x Saens Peña) = Gire, Pavunense e Vila Real
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Até uma definição oficial, as empresas que entraram nas 4 linhas (349, 350, 355 e 665) seguirão operando em modo permanente, como a Estrela na 350.

Relembre as empresas de ônibus que fecharam desde o início do sistema de consórcios, por ordem cronológica, há 8 anos:

2015:

  • Rio Rotas (Santa Cruz)
  • Andorinha (Santa Cruz)
  • Translitorânea (Transcarioca)
  • Via Rio Class (Internorte/Transcarioca/Santa Cruz)

2016:

  • Algarve (Santa Cruz/BRT)
  • Bangu (Santa Cruz/BRT)

2017:

  • Santa Maria (Transcarioca/BRT)
  • São Silvestre (Intersul)

2018:

  • Translitoral (Transcarioca/BRT) (Obs: os ônibus que ainda rodam com o nome da empresa estão sob poder da Litoral Rio)

Com informações do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região/RJ

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Operação emergencial das linhas da Rubanil e América

Até o momento, apenas a linha 350 voltou a operar e a linha 665 está sendo coberta, em parte, pela linha 298

No segundo dia de greve na empresas Rubanil, América e Madureira Candelária, o Consórcio Internorte começou a colocar em ação desde as primeiras horas da manhã o plano emergencial para suprir as linhas operadas pelas três empresas. Entenda:

LINHA 350:

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Ônibus da Transportes Estrela circulando na linha 350, no horário do almoço. Num caso de eventual fechamento, a tarefa de reconquistar os passageiros será bem difícil.

Para a surpresa de muitos, a Transportes Estrela iniciou as operações na linha 350 (Irajá x Passeio) por volta das 11:00 da manhã. Estão sendo escalados para linha 8 ônibus oriundos das demais linhas da empresa, como a 363 (Vila Valqueire x Candelária) e 711 (Rocha Miranda x Rio Comprido).

Até o momento, o itinerário que está sendo feito da linha é o que a Rubanil praticava, sem nenhuma diferenciação. O serviço rápido da linha (via Avenida Brasil e Avenida Lobo Junior) ainda não tem previsão para ser retomada, podendo haver horários no final da tarde de hoje.

LINHA 665 x 298:

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Desde hoje, a linha 298 foi prolongada até a Pavuna, para cobrir a demanda da linha 665 entre a Pavuna e São Cristóvão. Foto: Leonardo Fragoso

Na tentativa de cobrir parte da demanda atendida pela linha 665 (Pavuna x Saens Peña), a Secretaria Municipal de Transportes autorizou o prolongamento da linha 298 (Acari x Castelo), da Viação Pavunense, de Acari até a Pavuna. Tal medida serve para atender a demanda de passageiros entre a Pavuna e São Cristóvão. Porém, não há informações se o prolongamento será temporário ou definitivo.

O itinerário da linha 298 até a Pavuna está sendo feito da seguinte forma:

Nova denominação: 298 – PAVUNA x CASTELO (VIA ACARI)

IDA: Ponto final na Rua Mercúrio (em frente a 39ª Delegacia Policial), Rua Cícero, Av. Sargento de Milícias, Av. Pastor Martin Luther King Jr., de onde segue o itinerário normal

VOLTA: … normal até Av. Pastor Martin Luther King Jr, depois Praça Professora Virgínia Cidade, Rua Guassupi, Rua Bertichen, Avenida Brasil, acesso Av. Pastor Martin Luther King Jr, Av. Pastor Martin Luther King Jr, Rua Catão, Rua Netuno, Rua Mercúrio.

OUTRAS LINHAS:

Ainda não há uma definição sobre quem entrará nas linhas principais que ainda restam, como a 665, a 349 (Rocha Miranda x Castelo) e 355 (Madureira x Tiradentes). As linhas 351 (Vaz Lobo x Passeio via Irajá) e 376 (Pavuna x Candelária) já não são operadas regularmente há pelo menos 2 anos, tendo apenas uma viagem (em cada uma) no período da manhã e não há horário de retorno.

O Portal Flumibuss entrou em contato com o Consórcio Internorte para obter mais informações, mas até o fechamento desta publicação, ainda não obtivemos resposta.

Rubanil, América e Madureira Candelária enfrentam nova greve

O trio sediado em Irajá enfrenta uma nova paralisação, porém, nas ruas quase não é visto  a presença das três.

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Ônibus da Viação Rubanil que pegou fogo no último dia 18/04. Se não enguiçar pelo caminho, é capaz de ter um curto circuito.

Três empresas da capital entraram em greve no dia de hoje. Os trabalhadores das empresas Rubanil, América e Madureira Candelária, todas sediadas em Irajá, Zona Norte, e integrantes do Consórcio Internorte, cruzaram os braços desde as primeiras horas da manhã. As motivações da paralisação são os salários e férias atrasados, 9 meses sem receber auxílio alimentação, 13º salários (uma parcela de 2016 e 2017 integral), entre outros.

Atualmente, as três empresas operam juntas com 34 veículos e operam 4 linhas:

  • 349 – Rocha Miranda x Castelo = 3 veículos
  • 350 – Irajá x Passeio = 6 veículos
  • 355 – Madureira x Tiradentes = 19 veículos
  • 665 – Pavuna x Saens Peña =  6 veículos
(Além delas, a Rubanil/América ainda disponibiliza as linhas 351 e 376 em 3 horários pela manhã, sem retorno à tarde. O que já foi denunciado várias vezes em mídias de grannde circulação)

Porém, quem convive com as linhas das três empresas sabe que a situação já era caótica desde 2014, ao menos. Nos tempos áureos, as linhas 350 e 665 circulavam com 126 ônibus juntas, possuindo duas das linhas com maiores frotas do Consórcio Internorte. Porém, com o passar do tempo, e nem com os sucessivos aumentos da passagem, não foi o suficiente para a derrocada do grupo.

O Portal Flumibuss esteve no ponto final de uma das linhas, a 350, no Passeio, área central do Rio e constatou que a espera pela linha pode chegar à duas horas… Mas que isso pode não ser um intervalo “fixo”, pois pode acontecer de um ônibus da linha enguiçar ou pegar fogo, como ocorreu no último dia 18 de Abril, quando um ônibus da linha pegou fogo na Penha Circular, Zona Norte do Rio.

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Ponto final da linha 350 na Avenida Augusto Severo, no Passeio. Este é o retrato de quem depende da linha. Um local sem a mínima estrutura, com a cabine de despachante fechada em quase todos os momentos, tendo que conviver com moradores de rua. Foto: Gabriel Petersen Gomes

Pelo Twitter, muitos usuários reclamam das condições oferecidas pelas empresas, principalmente sobre a falta de ônibus:

Em nota, as três empresas confirmam a paralisação e que o não atendimento das demandas de seus funcionários é em razão do congelamento das passagens há dois anos, o que torna a maior crise já vivida nos transportes do Rio.

A Secretaria Municipal de Transportes disse que desde 2017, as linhas 350 e 665 receberam juntas, 304 multas por interrupção de linha, por operar com frota abaixo do determinado e outras irregularidades. E sobre uma possibilidade de intervenção nas linhas operadas pelas empresas, a mesma disse que ainda está em estudo pela secretaria.

Notas na íntegra:

RUBANIL – AMÉRICA E MADUREIRA CANDELÁRIA:

As empresas Rubanil, Transportes América e Madureira Candelária informam que estão com suas operações  comprometidas, nesta manhã, em razão de uma paralisação parcial de funcionários. 
Vale ressaltar que o setor de transporte por ônibus no Município do Rio enfrenta a maior crise de sua história, tendo a tarifa congelada há dois anos, além de decisões judiciais que reduziram o valor da passagem na capital.
SMTR
A Secretaria Municipal de Transportes informa que o consórcio responsável pela linha 665, que tem frota determinada de 41 veículos, já foi autuado 137 vezes desde o início desta gestão por interrupção de linha, por operar com frota abaixo do determinado e outras irregularidades.
Já sobre a linha 350, que tem frota determinada de 55 veículos, 167 multas foram aplicadas no mesmo período.
Sobre uma possível nova licitação, a questão está em estudo na SMTR.
(Obs: Nota referente apenas às linhas 350 e 665 – da “Rubamérica”. Linhas 355 e 349 não foram citadas)

Estrela Azul enfrenta nova greve nesta quinta-feira

A paralisação, que já terminou, foi motivada pelo não cumprimento do acordo feito entre o sindicato dos rodoviários e Rio Ônibus perante ao Tribunal do Trabalho

1-20180412_104225Quem precisou das linhas da Estrela Azul na manhã desta quinta-feira precisou de uma dose extra de paciência. Rodoviários da empresa cruzaram os braços e reuniram-se na porta da garagem no bairro do Sampaio, na Zona Norte do Rio. A motivação da paralisação foi o não cumprimento do acordo feito entre o sindicato dos Rodoviários e a Rio Ônibus, durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho.

Durante as 7 horas de paralisação, já que os primeiros ônibus de linha saem por volta das 4:00 da manhã, apenas 3 linhas estiveram circulando:

  • 292 – Castelo x Engenho da Rainha, com a Braso Lisboa
  • 434 – Grajaú x Siqueira Campos (via Lapa), com a Auto Viação Tijuca
  • 435 – Grajaú x Gávea-PUC (via Túnel Santa Bárbara), com a Vila Isabel

A paralisação terminou por completo, por volta das 11:20 da manhã. Mas 1 hora antes, já havia ônibus da Estrela Azul novamente nas ruas. O Portal Flumibuss esteve no ponto da linha 435, na Praça Malvino Reis, no Grajaú e pôde registrar ao menos 7 ônibus da empresa aguardando sua vez de iniciar viagem. O primeiro 435 saiu por volta das 10:20 da manhã, enquanto que nesse período, os ônibus que deixavam a garagem seguiam para outros pontos finais (como o da Praça Edmundo Rego e o da Estrada Velha da Pavuna, no Engenho da Rainha).

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Ponto da linha 435 no Grajaú após a retomada das atividades.

Para dar fim à paralisação, foi acordado que o pagamento dos salários de Fevereiro e de parte do 13º será feito no dia 20 (sexta que vem). O presidente do sindicato, Sebastião José, não gostou da proposta e estuda entrar com ação no Ministério Público: “Que fique claro que os profissionais que não quiseram aceitar a proposta não podem ser penalizados de forma alguma. Já são mais da 20 meses sem aumento de salário e perda de seis mil postos de emprego. Os empresários não estão pensando nos profissionais e nem na população. Nessa briga entre o judiciário, empresas de ônibus e prefeitura, quem acaba pagando o pato somos nós”,

A Secretaria Municipal de Transportes reforça que os consórcios têm obrigação contratual de manter os serviços de forma regular aos usuários do sistema, mesmo em caso de paralisações, sem causar prejuízo aos passageiros.

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Durante a paralisação, a linha 292 foi operada com 100% da frota com ar-condicionado e uma frequência muito melhor, se comparada à detentora da linha

Quanto ao atraso nos pagamentos, a pasta afirma que questões trabalhistas devem ser tratadas entre empresários e funcionários. A SMTR informa que não tem ingerência sobre o assunto (falta de pagamento de salários e benefícios), nem mantém relação com as empresas.

Esta foi a segunda paralisação feita na empresa, a primeira ocorreu em Dezembro de 2017 e durou dois dias. Enquanto não houver o entendimento entre Prefeitura e empresas de ônibus, mais greves poderão ocorrer e o sucateamento da frota se agravará ainda mais.

Texto: Gabriel Petersen Gomes
COM INFORMAÇÕES DE JORNAL O DIA

Crivella nomeia novo secretário de Transportes

O escolhido é o ex-presidente da Comlurb, Rubens Teixeira, que tinha sido afastado pela Justiça. MacDowell ganha um cargo de “super secretário de transportes”

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Troca-troca: Sai MacDowell e entra Teixeira. Uma indicação, apontada por muitos, política.

O Prefeito do Rio, Marcelo Crivella, fez uma dança das cadeiras no seu secretariado nesta quarta-feira (24). O secretário Fernando MacDowell foi exonerado da pasta, após 1 ano e 3 semanas à frente da pasta. Em seu lugar, entra o ex-presidente da Comlurb, Rubens Teixeira. No caso de Teixeira, já é a terceira pasta que ele ocupa desde o início da gestão Crivella. Ele começou sendo secretário de conservação e meio ambiente (que foram unificadas) e depois transferido para a presidência da Comlurb. Porém, uma decisão da Justiça, baseando-se numa lei federal, ordenou o afastamento no último dia 11. Teixeira foi candidato à vereador nas últimas eleições e a lei proíbe a nomeação pra cargos de empresas públicas – como a Comlurb – de pessoas que tenham participado de campanhas políticas, seja como dirigente partidário ou candidato.

Já MacDowell não irá ficar sem cargo. Foi criado o Conselho Consultivo Autoridade da Mobilidade e dos Transportes do Município do Rio de Janeiro (CAMTRJ), para tratar da regulação e da fiscalização do setor de mobilidade e de transportes terrestres, fluviais e ferroviários, que ficará sob responsabilidade dele. O prefeito Crivella explicou qual vai ser a função do vice-prefeito e, agora, ex-secretário.

— Ele vai para uma função de planejamento estratégico na área de transportes. O dia a dia da secretaria de Transportes era um castigo para um cérebro privilegiado como o dele, que esteve à frente de grandes projetos estruturais no passado, como a implantação do metrô. A ideia foi valorizar isso. Na secretaria, há uma série de questões a serem resolvidas que tomam tempo. A revisão das linhas de ônibus, ações judiciais que atingem o setor entre outros problemas — explicou o prefeito.

O problema é que Rubens Teixeira deverá ser uma solução provisória. Ele deve deixar o cargo, provavelmente em Março, para concorrer ao cargo de deputado.

NOVO SECRETÁRIO ASSUME COM GRANDES PROBLEMAS:

Rubens Teixeira assume a Secretaria Municipal de Transportes tendo que resolver questões que impactam no dia a dia de quem depende dos ônibus do Rio. A revisão das linhas de ônibus que foram afetadas pela racionalização, promovida pelo ex-prefeito Eduardo Paes, e que até agora somente uma linha voltou a operar (a 484, Olaria x General Osório), a pressão por parte da Rio Ônibus para que a tarifa seja reajustada para evitar o avanço do sucateamento da frota de ônibus da cidade, entre outros tantos itens.

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Hoje, policiais da Delegacia do Consumidor estiveram na garagem da Paranapuan e lacraram 17 ônibus, de 50 vistoriados. A empresa nega os lacres. Foto: Reprodução RJ1 / TV Globo

E no dia da publicação da nomeação, a garagem da Transportes Paranapuan, na Ilha do Governador, foi alvo de uma operação de fiscalização da Delegacia do Consumidor (DECON), da Polícia Civil. Equipes estiveram na garagem e vistoriaram 50 ônibus. Destes, 17 foram lacrados. Os problemas encontrados foram relativos da acessibilidade à rampa dos cadeirantes nos veículos, falta de extintores de incêndio, além de faróis danificados. Segundo o delegado Ricardo Barboza, titular da especializada, os veículos estavam trafegando sem condições de uso e, caso essas irregularidades se configure delito na esfera penal, os responsáveis pela empresa vão responder por crime contra as relações de consumo, com pena prevista de 2 a 5 anos de prisão. A DECON comunicou à empresa as irregularidades e os veículos foram impedidos de circular.

A Paranapuan informou em nota que a frota circulou normalmente e que faz todos os esforços para que a empresa, mesmo com as decisões unilaterais vindos da Prefeitura, funcione normalmente, com os pagamentos em dia e com o mínimo de problemas operacionais.

Por Gabriel Petersen Gomes
COM INFORMAÇÕES DE G1 RIO, JORNAL EXTRA e RJTV/RJ1

O retorno da linha 484

Após 6 meses o anúncio pelo secretário, a linha retornou nesta terça-feira, e prolongada até Ipanema.

Passageiros de Olaria, Ramos e Bonsucesso tiveram uma surpresa ótima nesta terça-feira. A linha 484, que havia sido extinta pela racionalização feita pela gestão passada da Secretaria Municipal de Transportes e transformada na linha 284 (Olaria x Candelária), retornou as suas atividades, após 6 meses do anúncio por parte da atual gestão e indefinição sobre o retorno – ou não – da linha.

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PARA RELEMBRAR: no primeiro dia do ano, o prefeito Marcelo Crivella havia suspendido quaisquer alterações de itinerário decorrentes (ou que estavam programadas) da racionalização das linhas da Zona Sul e Centro, determinando ao vice-prefeito e secretário de transportes Fernando MacDowell um estudo minucioso para reverter as alterações feitas. Em Maio, o prefeito e o vice/secretário anunciaram que a 484 seria a primeira linha a retornar, diante do alto número de reclamações, mas não deram um prazo.

O retorno da linha 484 foi possível em virtude de uma “pressão” por parte da Comissão de Transportes da Câmara de Vereadores da cidade. Em sua página do Facebook, o vereador Felipe Michel (PSDB) anunciou o retorno da linha, dizendo que “Moradores de Olaria, Ramos e Bonsucesso voltaram a pegar o seu mais tradicional ônibus da região, a linha de maior ligação da zona norte a zona sul, que também passa pelo centro.”.

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Publicação na página do vereador Felipe Michel (PSDB), integrante da comissão de transportes da Câmara de Vereadores, anunciando o retorno da linha e criticando a gestão passada.

SOBRE O RETORNO DA 484:

A princípio, rodarão 16 ônibus na linha, sendo alguns deles com ar-condicionado, oriundos da linha 483 (Penha x Siqueira Campos – via Expressa). Com isso, a linha 284, que seguia até a Candelária foi extinta. E não houve alterações na linha SP483 (Olaria x Siqueira Campos – via Túnel Santa Bárbara). Veja abaixo o mapa com o itinerário da linha.

Itinerário detalhado:

IDA: Rua Angélica Mota, Rua Leopoldina Rêgo, Rua Cardoso Morais, Rua Francisca Heiden, Praça Lopes Ribeiro, Rua Dona Isabel, Praça das Nações, Av. Paris, Av. Brasil (pista lateral), Rua Bela, Rua José Clemente, Av. Brasil, Av. Francisco Bicalho (pista lateral), agulha pista central, Av. Francisco Bicalho (pista central), Viaduto dos Pracinhas, Av. Presidente Vargas (pista central), agulha antes da Av. Passos, Av. Presidente Vargas (pista lateral), Avenida Passos, Praça Tiradentes, Rua da Carioca, Av. Nilo Peçanha, Av. Graça Aranha, Av. Presidente Wilson, Aterro do Flamengo, Túnel do Pasmado, Av. Lauro Sodré, Túnel Eng. Marques Porto, Rua Barata Ribeiro, Túnel Prefeito Sá Freire Alvim, Rua Raul Pompeia, Av. Rainha Elizabeth, Rua Tereza Aragão, Praça General Osório (baia próxima à Rua Jangadeiros).

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VOLTA: Praça General Osório, Rua Visconde de Pirajá, Rua Gomes Carneiro, Rua Francisco Sá, Av. Nossa Senhora de Copacabana, Av. Princesa Isabel, Túnel Eng. Marques Porto, Av. Lauro Sodré, Av. Vencesclau Braz, Av. Pasteur, Av. Repórter  Nestor Moreira, Aterro do Flamengo, Trevo dos Estudantes, Av. Beira Mar, Av. Pres. Antônio Carlos, Av. Primeiro de Março, Praça Pio X, Av. Presidente Vargas (pista central), agulha pista lateral após Av. Passos, Av. Presidente Vargas (pista lateral), Av. Francisco Bicalho (pista lateral), Av. Rio de Janeiro, Rua Vereador Odilon Braga, Av. Brasil (pista lateral), alça de acesso à Linha Amarela (sentido Barra), Linha Amarela, Saída 8 (Rua Leopoldo Bulhões), Rua Leopoldo Bulhões, Praça das Nações, Av. Nova York, Av. Bruxelas, Rua Júlio Ribeiro, Rua Bonsucesso, Av. Teixeira de Castro, Rua Barreiros, Estrada do Engenho da Pedra, Rua Noêmia Nunes, Rua Angélica Mota (ponto terminal)

A greve na Transportes Estrela Azul

Em uma semana, já é a quinta empresa a paralisar as atividades.

Uma das garagens da Estrela Azul, no bairro do Riachuelo, no dia de hoje. Nenhum ônibus foi para a rua hoje. Foto: Reprodução / TV Globo Rio – G1 Rio

Em meio à guerra travada entre a Rio Ônibus (sindicato das empresas de ônibus da cidade do Rio) e a Secretaria Municipal de Transportes, mais uma empresa parou nesta sexta-feira. A empresa da vez foi a Transportes Estrela Azul, empresa sediada em Vila Isabel e que opera 3 linhas no Consórcio Internorte e outras 6 no Consórcio Intersul, com uma frota de 140 veículos. Os funcionários reclamam que estão há um ano sem receber o Vale-Refeição e sem o recolhimento do FGTS por igual período. Além de estarem recebendo os salários por ordem alfabética, o que pode ocasionar atrasos de 1 mês.

Das 10 linhas que a empresa opera, à saber…

  • Troncal 2 – Jardim de Alah x Rodoviária (via Cruz Vermelha/Copacabana)
  • Troncal 8 – Cosme Velho x Rodoviária (via Praça Mauá)
  • 292 – Engenho da Rainha x Castelo
  • 310 – Engenho da Rainha x Candelária (via Benfica)
  • 311 – Engenheiro Leal x Candelária
  • 434 – Grajaú x Siqueira Campos
  • 435 – Grajaú x Gávea (via Túnel Santa Bárbara/R. Real Grandeza)
  • 436 – Grajaú x Leblon (via Túnel Rebouças)
  • 464 – Maracanã x Siqueira Campos (via Rio Sul)
  • 503 – Alto Leblon x Gávea

Duas (292 e 434) estão com outras empresas operando no lugar. A Braso Lisboa entrou na 292 e a Auto Viação Tijuca na 434. Outras duas estão com déficit de frota (Troncais 2 e 8) e as demais (310, 311, 435 e 464) seguem inoperantes.

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A Braso Lisboa escalou apenas ônibus com ar-condicionado para operar na linha 292… (foto: Gabriel Petersen Gomes)

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… Enquanto que a Tijuca, no primeiro turno, escalou os micro-ônibus de ar condicionado desligado na linha 434 e após, escalou ônibus convencionais normais na linha (foto: Gabriel Petersen Gomes)

Fontes ouvidas pelo Portal Flumibuss disseram que caso não haja sucesso para retornar às atividades, os funcionários não voltarão a trabalhar.

EM UMA SEMANA, CINCO EMPRESAS PARALISADAS

A proporção pode assustar, mas nunca foi visto uma quantidade grande de empresas à paralisarem as atividades. Relembre:

  • Segunda (27/11): Viação Nossa Senhora de Lourdes – líder do Internorte.
    Motivo: parcelamento do 13º salário em 5 vezes, para não comprometer o pagamento dos salários normais.
    Solução encontrada: redução do parcelamento para 4 vezes
  • Terça (28/11): Viação Rubanil, Transportes América e Viação Madureira Candelária – as três do mesmo grupo
    Motivo: 5 meses de salários atrasados e 4 anos sem o 13º salário.
    Solução encontrada: indefinida, mas os funcionários retomaram as atividades.

A Estrela Azul integra a lista de 8 empresas que correm sérios riscos de encerrar as atividades. As outras empresas são: Rubanil, América, Madureira Candelária, São Silvestre, Vila Isabel, Litoral Rio e Viação VG.

Ontem (30/11), em Assembleia, o Sindicato dos Rodoviários decidiu por fazer paralisação a partir do dia 31/12. Não por acaso, dia 31/12 seria o dia em que muitos moradores da Região Metropolitana do Rio e turistas utilizariam os ônibus para chegar aos réveillons das praias cariocas, em especial o de Copacabana.

Sobre isto, a Rio Ônibus já anunciou que vai entrar na justiça para que a greve seja declarada abusiva, pois “causaria enormes prejuízos aos 4 milhões de passageiros que andam de ônibus todos os dias no município do Rio de Janeiro”.

Para o presidente do sindicato dos rodoviários, Sebastião José, como a parte dos empresários de ônibus não querem negociar, a saída foi a greve: “Os profissionais vivem hoje uma verdadeira calamidade, já que estamos há 17 meses sem reajuste salarial. Com essa briga entre o executivo municipal, Fetranspor e Judiciário, quem acaba sofrendo as consequências são os motoristas e cobradores. Em todos esses anos como sindicalista nunca presenciei tamanho desrespeito com os profissionais que fazem a cidade se movimentar transportando milhares de pessoas diariamente”.

Com informações de O Dia e G1 Rio