Justiça derruba liminar e passagem já pode ser reajustada para R$ 3,95

No entendimento do Rio Ônibus, o aumento já vale a partir de quinta-feira, e a Prefeitura não deu previsão. Ministério Público vai recorrer novamente.

A novela que parecia ter um fim, ganhou um novo capítulo. A desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, da 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, atendeu à uma série de argumentos dos Consórcios da cidade e derrubou a liminar que impedia o reajuste da passagem de R$ 3,60 para R$ 3,95. A liminar para suspensão do acordo firmado entre Prefeitura e Rio Ônibus, sindicato que representa os consórcios da cidade, havia sido impetrada pelo Ministério Público Estadual, que determinava que a Prefeitura apresentasse estudos que comprovassem que os R$ 0,20 referente à implantação do ar-condicionado foi excluído da base de cálculo da nova tarifa, conforme determinação da própria Câmara Cível.

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Ônibus da Auto Viação Palmares com passagem marcando R$ 3,60 ainda. Para Rio Ônibus, o reajuste com liberação da Justiça, já vale a partir de amanhã.

Ao analisar o recurso, a desembargadora entendeu que o adicional foi excluído, de fato, do cálculo da nova tarifa, conforme publicação do decreto municipal 43.601, de 31/08/2017.

“Ressalte-se, ainda que, como afirmado pela edilidade [prefeitura], o valor do adicional de R$ 0,20 (vinte centavos) não foi considerado na base de cálculo da nova tarifa, fixada em quantia inferior àquela que seria obtida caso utilizado o reajuste contratualmente previsto, já que, de acordo com a fórmula prevista no contrato de concessão, se chegaria a uma tarifa no valor de R$ 4,05 (quatro reais e cinco centavos)”, destacou.

Ainda no despacho de decisão, a magistrada alega que o Decreto 44.600 fixou uma “tarifa provisória de equilíbrio”, no valor de R$ 3,95, enquanto se concluem os trabalhos de auditoria feita pela Pricewaterhouse Coopers (PwC Brasil), contratada pela prefeitura para realizar a revisão tarifária conforme manda o contrato de concessão, assinado em 2010.

“O que não se pode autorizar é que, durante esse período, o sistema entre em colapso, diante da imposição de uma tarifa reconhecidamente insuficiente para remunerar os serviços”, assinalou a magistrada.

Em declaração feita ao RJ1, da TV Globo, o Rio Ônibus disse que o departamento jurídico teve o entendimento de que, a partir da cassação da liminar requerida pelo Ministério Público, o aumento já pode começar a valer 48 horas depois. No caso, o aumento passa a valer a partir desta quinta-feira (21/06). No entanto, a Prefeitura ainda não se pronunciou sobre quando irá aplicar o reajuste. O Ministério Público já avisou que irá recorrer novamente.

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Empresas como a Tijuca, Transurb e Estrela Azul são constantemente vistas com seus ônibus de ar-condicionado desligados, o que deixa o interior ainda mais abafado que o seu exterior.

Principal polêmica em relação à tarifa, o ar-condicionado, em certas empresas, virou uma lenda. Mesmo tendo o aparelho de ar-condicionado ali, os ônibus de empresas como a Transurb, Verdun, Estrela Azul e Auto Viação Tijuca são constantemente vistos pelas linhas da cidade com seus ônibus com o ar-condicionado desligado. Um ônibus com o ar-condicionado desligado e as janelas abertas fica mais abafado do que o exterior do mesmo, o que pode acarretar, até, problemas de saúde. A pergunta que fica no ar é se as duas partes respeitarão, integralmente, a implantação do ar-condicionado e não deixarão que cenas como essa da foto registrada pelo Portal Flumibuss RJ continue sendo recorrente. 

Leia a íntegra da decisão da desembargadora: https://goo.gl/i9TkKf

Com informações do Tribunal de Justiça do RJ e do G1 Rio

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Estrela Azul enfrenta nova greve nesta quinta-feira

A paralisação, que já terminou, foi motivada pelo não cumprimento do acordo feito entre o sindicato dos rodoviários e Rio Ônibus perante ao Tribunal do Trabalho

1-20180412_104225Quem precisou das linhas da Estrela Azul na manhã desta quinta-feira precisou de uma dose extra de paciência. Rodoviários da empresa cruzaram os braços e reuniram-se na porta da garagem no bairro do Sampaio, na Zona Norte do Rio. A motivação da paralisação foi o não cumprimento do acordo feito entre o sindicato dos Rodoviários e a Rio Ônibus, durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho.

Durante as 7 horas de paralisação, já que os primeiros ônibus de linha saem por volta das 4:00 da manhã, apenas 3 linhas estiveram circulando:

  • 292 – Castelo x Engenho da Rainha, com a Braso Lisboa
  • 434 – Grajaú x Siqueira Campos (via Lapa), com a Auto Viação Tijuca
  • 435 – Grajaú x Gávea-PUC (via Túnel Santa Bárbara), com a Vila Isabel

A paralisação terminou por completo, por volta das 11:20 da manhã. Mas 1 hora antes, já havia ônibus da Estrela Azul novamente nas ruas. O Portal Flumibuss esteve no ponto da linha 435, na Praça Malvino Reis, no Grajaú e pôde registrar ao menos 7 ônibus da empresa aguardando sua vez de iniciar viagem. O primeiro 435 saiu por volta das 10:20 da manhã, enquanto que nesse período, os ônibus que deixavam a garagem seguiam para outros pontos finais (como o da Praça Edmundo Rego e o da Estrada Velha da Pavuna, no Engenho da Rainha).

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Ponto da linha 435 no Grajaú após a retomada das atividades.

Para dar fim à paralisação, foi acordado que o pagamento dos salários de Fevereiro e de parte do 13º será feito no dia 20 (sexta que vem). O presidente do sindicato, Sebastião José, não gostou da proposta e estuda entrar com ação no Ministério Público: “Que fique claro que os profissionais que não quiseram aceitar a proposta não podem ser penalizados de forma alguma. Já são mais da 20 meses sem aumento de salário e perda de seis mil postos de emprego. Os empresários não estão pensando nos profissionais e nem na população. Nessa briga entre o judiciário, empresas de ônibus e prefeitura, quem acaba pagando o pato somos nós”,

A Secretaria Municipal de Transportes reforça que os consórcios têm obrigação contratual de manter os serviços de forma regular aos usuários do sistema, mesmo em caso de paralisações, sem causar prejuízo aos passageiros.

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Durante a paralisação, a linha 292 foi operada com 100% da frota com ar-condicionado e uma frequência muito melhor, se comparada à detentora da linha

Quanto ao atraso nos pagamentos, a pasta afirma que questões trabalhistas devem ser tratadas entre empresários e funcionários. A SMTR informa que não tem ingerência sobre o assunto (falta de pagamento de salários e benefícios), nem mantém relação com as empresas.

Esta foi a segunda paralisação feita na empresa, a primeira ocorreu em Dezembro de 2017 e durou dois dias. Enquanto não houver o entendimento entre Prefeitura e empresas de ônibus, mais greves poderão ocorrer e o sucateamento da frota se agravará ainda mais.

Texto: Gabriel Petersen Gomes
COM INFORMAÇÕES DE JORNAL O DIA

Obras da Linha 3 do VLT mudam saída do Terminal da Central

Haverá alteração de itinerário e readequação viária nas vias próximo à Central

O ano de 2018 está batendo à porta e já vem com mudanças. Para a primeira semana do ano, está previsto mudanças no itinerário de saída dos ônibus do Terminal da Central, para as obras da linha 3 do VLT Carioca, Rodoviária x Santos Dumont via Avenida Marechal Floriano, que começarão a partir do dia 06 de Janeiro (um sábado), às 14h. Para dar início às obras, um trecho de 270 metros da via, entre a Av. Tomé de Souza e a Rua Camerino/Avenida Passos será fechado. Com isso, os ônibus que saem do terminal da Central do Brasil em direção à Avenida Rio Branco e Avenida Passos mudarão o itinerário de saída.

Mapa com a nova configuração no entorno das obras da Avenida Marechal Floriano. Foto: SMTR/Prefeitura do Rio

LINHAS AFETADAS:

  • Troncal 1 – Central x General Osório (via Aterro)
  • Troncal 3 – Central x Leblon (via Aterro – Circular)
  • Troncal 5 – Central x Alto Gávea (via Jardim Botânico)
    • Itinerário atual: Terminal Rodoviário Procópio Ferreira, Praça Procópio Ferreira, Praça Cristiano Ottoni, Rua Marcílio Dias, Rua Visconde da Gávea, Av. Marechal Floriano, Rua Visconde de Inhaúma, Av. Rio Branco, seguindo o itinerário habitual
    • Itinerário alterado: Terminal Rodoviário Procópio Ferreira, Praça Procópio Ferreira, Praça Cristiano Ottoni, Rua Senador Pompeu, Rua Camerino, Av. Passos, Av. Presidente Vargas (pista central), agulha acesso pista lateral Rua Miguel Couto, Av. Presidente Vargas (pista lateral), Av. Rio Branco, seguindo o itinerário habitual

  • 107 – Central x Urca (Circular)
  • 309 – Central x Alvorada (Direto – via Praia do Flamengo)
    • Itinerário atual: Terminal Rodoviário Procópio Ferreira, Praça Procópio Ferreira, Praça Cristiano Ottoni, Rua Marcílio Dias, Rua Visconde da Gávea, Av. Marechal Floriano, Av. Passos, seguindo o itinerário habitual
    • Itinerário alterado: Terminal Rodoviário Procópio Ferreira, Praça Procópio Ferreira, Praça Cristiano Ottoni, Rua Senador Pompeu, Rua Camerino, Av. Passos, seguindo o itinerário habitual

  • 007 – Central x Silvestre
    • Itinerário atual: Pça. Cristiano Otoni (Ponto Regulador), Rua Marcilio Dias, Rua Visc. da Gávea, Av. Marechal Floriano, Av. Passos, seguindo o itinerário habitual
    • Itinerário alterado: Pça. Cristiano Otoni (Ponto Regulador), Rua Senador Pompeu, Rua Camerino, Av. Passos, seguindo o itinerário habitual

  • 202 – Rio Comprido x Praça XV
    • Itinerário atual: (…) Av. Marechal Floriano, Av. Tomé de Souza, Av. Presidente Vargas, Pça. Cristiano Otoni, Rua Marcílio Dias, Rua Visconde da Gávea, Av. Marechal Floriano, Av. Passos, seguindo o itinerário normal.
    • Itinerário alterado: (…) Av. Marechal Floriano, Av. Passos, Av. Presidente Vargas, Praça Cristiano Ottoni, Rua Senador Pompeu, Rua Camerino, Av. Passos, seguindo o itinerário habitual

Os ônibus da Trel e da União que fazem ponto final na via deverão fazer ponto final no Terminal Américo Fontenele, seguindo o itinerário dos ônibus que vão em direção ao Terminal, entrando na Rua Camerino e Rua Barão de São Félix.

As linhas Troncal 9 (Central x São Conrado) e 111 (Central x Leblon via Rebouças) não sofrerão alterações.

Para garantir a fluidez do tráfego, será proibido a parada e o estacionamento nos dois lados da Rua Senador Pompeu, onde os caminhões que fazem carga e descarga deverão utilizar as vias transversais, obedecendo os locais indicados.

A previsão de conclusão das obras da L3 é pro final do segundo semestre de 2018.

Transportes São Silvestre encerra as atividades, após 1 semana parada

Com esta, são 8 empresas a fechar as portas desde 2015.

P1360657A Transportes São Silvestre, empresa integrante do Consórcio Intersul, após 1 semana com as atividades paralisadas decretou o encerramento das atividades na manhã desta quinta-feira, 28 de Dezembro. Os funcionários da empresa estiveram em reunião com a direção na garagem, no bairro do Santo Cristo (zona Central do Rio) para saber o veredito da direção, se voltava ou se encerrava as atividades. Os funcionários da empresa já esperavam pelo fechamento.

A empresa paralisou as atividades desde o dia 22, por conta da falta de diesel, e, a partir disso, o plano operacional para atender as linhas que a empresa operava foi acionado, conforme o Portal Flumibuss informou no dia. Houve muitas alterações de uma semana para cá. A empresa operava com uma frota de 120 ônibus, e empregava cerca de 400 funcionários. Até a tarde de hoje, a situação das 6 linhas que a empresa operava sozinhas era a seguinte:

  • 133 (Rodoviária x Largo do Machado): Braso Lisboa
  • 513 (Urca x Botafogo): Braso Lisboa
  • 580 (Cosme Velho x Largo do Machado): Auto Viação Tijuca
  • 581 – Circular 1 (Urca x Leblon via Cosme Velho/Jóquei): Vila Isabel
  • 582 – Circular 2 (Urca x Leblon via Copacabana): Inoperante
  • 583 (Cosme Velho x Leblon via Pinheiro Machado/Jóquei): Vila Isabel
  • 584 (Cosme Velho x Leblon via Largo do Machado/Copacabana): Vila Isabel e Real

As demais linhas em que a empresa participava (Troncal 2, Troncal 7, Troncal 8, Troncal 10 e 538) estão operando com frota desfalcada e, nos dois casos, não há nenhuma perspectiva para regularização dos intervalos.

Em áudio que está circulando pelas redes sociais, uma das filhas do diretor da empresa, Gentil de Menezes, bastante comovida, anuncia para os funcionários o encerramento das atividades. “Acabou promessa, é isso. Encerramos doloridamente, e acredito por vocês também, as nossas atividades hoje. Eu não queria estar aqui falando isso pra vocês e tenho certeza que vocês não queriam estar aqui escutando isso”, disse a filha, Isabel, muito emocionada, afirmando também que o pai, Gentil, está muito abalado com essa decisão e, que se dependesse da direção da empresa, poderia até quebrar o consórcio.

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A Transportes São Silvestre operava 6 linhas sozinha, outras 5 em operação compartilhada com outras empresas do Consórcio Intersul, com uma frota de 120 ônibus e empregava, cerca de, 400 funcionários.

Questionada, no início da paralisação da ‘TSS’, se haveria alguma punição para a empresa – podendo ir até a cassação, a Secretaria Municipal de Transportes havia informado que não haveria punição para a empresa e sim para o Consórcio por não manter regularidade nas linhas e por manter a linha inativa por mais de 4 horas, com multa de R$ 1.663,00. Já a Rio Ônibus havia informado que a empresa havia perdido 40% de sua receita, desde o início do mês, em função das reduções da passagem, determinadas pela Justiça fluminense. O plano de contingência do consórcio foi acionado desde o início  para ajudar às linhas da empresa, mas que está limitada por causa do congelamento e redução das passagens. A empresa estava com atrasos de 5 meses nos salários.

Com o fechamento da São Silvestre, já são 8 empresas à fechar as portas desde 2015 na cidade do Rio, relembre-as:

2015:

  • Andorinha e Rio Rotas (Março, Consórcio Santa Cruz)
  • Translitorânea (Junho, Consórcios Intersul e Transcarioca)
  • Via Rio (Novembro, Consórcio Internorte)

2016:

  • Algarve (Janeiro, Consórcio Santa Cruz)
  • Bangu (Maio, Consórcio Santa Cruz)

2017:

  • Santa Maria (Abril, Consórcio Transcarioca) e, agora:
  • São Silvestre (Dezembro, Consórcio Intersul)

A Fetranspor havia dito, em entrevistas anteriores, que teme pelo fechamento de outras 8 empresas, que são elas: América, Rubanil, Madureira Candelária, Vila Isabel, Estrela Azul, Litoral Rio, Pégaso e Viação VG. Estas empresas, ao todo, transportam mais de 2 milhões de passageiros, em média, por mês e, são as principais campeãs de processos no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª região.

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OPINIÃO DA REDAÇÃO:

A Transportes São Silvestre deixa o sistema de transporte do Rio de Janeiro sendo lembrada como a queridinha de muitos passageiros que cresceram com a operação da mesma e vendo, melancolicamente, a sua derrocada. Muitos acreditam que um dos principais causadores da derrocada da empresa é a chamada racionalização das linhas de ônibus feita pela gestão de Eduardo Paes da Prefeitura do Rio. De 16 linhas originais dela, restaram apenas 6 linhas. As outras 10 linhas foram transformadas nas linhas “Troncais”, onde a empresa teve que compartilhar a operação com outras empresas, principalmente ligadas ao grupo Guanabara – comandado por Jacob Barata. Após as duas reduções nas passagens, ordenadas pela Justiça fluminense, a situação piorou de vez, à ponto de faltar diesel para colocar os ônibus na rua. E outras empresas podem vir a fechar se a Prefeitura do Rio deixar a omissão de lado, sentar com os empresários, ouvir o que eles têm a propôr, negociar uma tarifa que fique “justa” para todos, pondo nos cálculos os custos para o reajuste dos rodoviários, a volta dos cobradores, conforme a lei que determinou a proibição da dupla função, e a climatização total da frota.

O Portal Flumibuss não defende A, B ou C, apenas espera que a situação nos transportes da cidade do Rio melhore. O colapso no sistema existe, ele é real. Estamos sempre prontos para participar dos diálogos que podem construir o sistema de transporte que nós, moradores e passageiros da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, queremos para nós mesmos e as nossas futuras gerações.

Mais um dia de paralisação na São Silvestre

Pelo 3º dia só nessa semana, as linhas da empresa estão sendo operadas pelas outras empresas do consórcio.

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Garagem da Transportes São Silvestre, numa das greves que a empresa enfrenta desde Agosto. (Foto: Reprodução/TV Globo/G1 RJ)

Quem depende das linhas da Transportes São Silvestre se surpreendeu, novamente. Pelo terceiro dia só essa semana, os ônibus da empresa – sediada no Santo Cristo (zona central do Rio) – não saíram da garagem por falta de combustível e, desta vez, funcionários da empresa reclamam do atraso no pagamento dos salários. Segundo os relatos, os funcionários da empresa entrarão no quinto mês

 

Diferente dos dois primeiros dias (tarde de segunda-feira, 18, e terça, 19), houve algumas mudanças em relação ao plano de contingência do Consórcio Intersul para operar as linhas, conforme mostra a tabela abaixo:

Linhas Primeiros dias de greve (18, 19/12) Greve de hoje (22/12)
133 Braso Lisboa e Auto Viação Tijuca Braso Lisboa e Real Auto Ônibus
513 Braso Lisboa e Gire Transportes Braso Lisboa e Vila Isabel
580 Transurb Auto Viação Tijuca
581 Transurb Inoperante
582 Transurb Gire Transportes
583 Transurb Inoperante
584 Transurb e Real Auto Ônibus Real Auto Ônibus e Auto Viação Tijuca
As cotas da empresa nas linhas Troncal 2, Troncal 7, Troncal 8, Troncal 10 e 538 seguem sem outra consorciada para suprir a falta de ônibus.
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Ônibus da Real Auto Ônibus operando na linha 133. A única empresa nova a entrar no plano de contingência das linhas.

Por enquanto não há uma definição certeira sobre o desfecho desta nova paralisação da empresa. Mas segundo fontes ouvidas pelo site, os funcionários da empresa teriam sido dispensados hoje e orientados a retornar à empresa na terça-feira (26) para saber o real destino da empresa: O fechamento total ou o retorno às atividades.

Questionada se haveria alguma punição para a empresa, por conta das sucessivas greves, a Secretaria Municipal de Transportes se limitou a dizer e informou, através de nota, que não haverá punição à “TSS” e sim ao Consórcio. Informa também que caso a secretaria encontre alguma linha abaixo do determinado, o consórcio é multado em 520 UFIR-RJ (R$ 1.667) por cada linha que seja constatada. O Portal Flumibuss lembra que em 2015, a empresa Via Rio Class foi cassada pela mesma SMTR, após sucessivas greves e ser constatado a má operação de suas linhas (releia a matéria clicando aqui)

Já a Rio Ônibus informa que a São Silvestre teve suas dificuldades financeiras agravadas desde o início do mês pela perda de 40% de sua receita em função das reduções da passagem, determinadas pela Justiça fluminense. O plano de contingência do consórcio foi acionado desde o início do dia para ajudar às linhas da empresa, mas que está limitada por causa do congelamento e redução das passagens.

Veja notas na íntegra:

Rio Ônibus:

O Consórcio Intersul informa que acionou um plano de contingência, nesta sexta-feira, para suprir os itinerários operados pela Transportes São Silvestre. A contingência, porém, encontra-se limitada devido aos impactos sofridos por todo o setor com o congelamento da tarifa e as recentes reduções no valor determinadas pela Justiça.

Desde o início de 2017, os consórcios vêm alertando para os efeitos da crise, que compromete a qualidade do serviço e pode levar empresas a fecharem as portas, prejudicando mais de 4 milhões de passageiros e 40 mil rodoviários. 

A Transportes São Silvestre teve suas dificuldades financeiras agravadas desde o início do mês pela perda de 40% da sua receita com as reduções da passagem.

Secretaria Municipal de Transportes – SMTR:

Não há penalidade para empresas concorciadas mas sim para o consórcio. A Secretaria Municipal de Transportes esclarece que o contrato de concessão é firmado com os consórcios e não com as empresas individualmente. Cabendo aos consórcios manter as linhas operando de forma regular e satisfatória para à população. O consórcio é responsável pela gestão das linhas. 
O setor de fiscalização da SMTR está realizando permanentemente o monitoramento eletrônico para verificar se as linhas estão operando como determinado. Caso seja constatada frota abaixo do determinado, o consórcio pode ser penalizado com multa de 520 Ufir conforme determina o Códdigo Disciplinar.

A greve na Transportes Estrela Azul

Em uma semana, já é a quinta empresa a paralisar as atividades.

Uma das garagens da Estrela Azul, no bairro do Riachuelo, no dia de hoje. Nenhum ônibus foi para a rua hoje. Foto: Reprodução / TV Globo Rio – G1 Rio

Em meio à guerra travada entre a Rio Ônibus (sindicato das empresas de ônibus da cidade do Rio) e a Secretaria Municipal de Transportes, mais uma empresa parou nesta sexta-feira. A empresa da vez foi a Transportes Estrela Azul, empresa sediada em Vila Isabel e que opera 3 linhas no Consórcio Internorte e outras 6 no Consórcio Intersul, com uma frota de 140 veículos. Os funcionários reclamam que estão há um ano sem receber o Vale-Refeição e sem o recolhimento do FGTS por igual período. Além de estarem recebendo os salários por ordem alfabética, o que pode ocasionar atrasos de 1 mês.

Das 10 linhas que a empresa opera, à saber…

  • Troncal 2 – Jardim de Alah x Rodoviária (via Cruz Vermelha/Copacabana)
  • Troncal 8 – Cosme Velho x Rodoviária (via Praça Mauá)
  • 292 – Engenho da Rainha x Castelo
  • 310 – Engenho da Rainha x Candelária (via Benfica)
  • 311 – Engenheiro Leal x Candelária
  • 434 – Grajaú x Siqueira Campos
  • 435 – Grajaú x Gávea (via Túnel Santa Bárbara/R. Real Grandeza)
  • 436 – Grajaú x Leblon (via Túnel Rebouças)
  • 464 – Maracanã x Siqueira Campos (via Rio Sul)
  • 503 – Alto Leblon x Gávea

Duas (292 e 434) estão com outras empresas operando no lugar. A Braso Lisboa entrou na 292 e a Auto Viação Tijuca na 434. Outras duas estão com déficit de frota (Troncais 2 e 8) e as demais (310, 311, 435 e 464) seguem inoperantes.

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A Braso Lisboa escalou apenas ônibus com ar-condicionado para operar na linha 292… (foto: Gabriel Petersen Gomes)

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… Enquanto que a Tijuca, no primeiro turno, escalou os micro-ônibus de ar condicionado desligado na linha 434 e após, escalou ônibus convencionais normais na linha (foto: Gabriel Petersen Gomes)

Fontes ouvidas pelo Portal Flumibuss disseram que caso não haja sucesso para retornar às atividades, os funcionários não voltarão a trabalhar.

EM UMA SEMANA, CINCO EMPRESAS PARALISADAS

A proporção pode assustar, mas nunca foi visto uma quantidade grande de empresas à paralisarem as atividades. Relembre:

  • Segunda (27/11): Viação Nossa Senhora de Lourdes – líder do Internorte.
    Motivo: parcelamento do 13º salário em 5 vezes, para não comprometer o pagamento dos salários normais.
    Solução encontrada: redução do parcelamento para 4 vezes
  • Terça (28/11): Viação Rubanil, Transportes América e Viação Madureira Candelária – as três do mesmo grupo
    Motivo: 5 meses de salários atrasados e 4 anos sem o 13º salário.
    Solução encontrada: indefinida, mas os funcionários retomaram as atividades.

A Estrela Azul integra a lista de 8 empresas que correm sérios riscos de encerrar as atividades. As outras empresas são: Rubanil, América, Madureira Candelária, São Silvestre, Vila Isabel, Litoral Rio e Viação VG.

Ontem (30/11), em Assembleia, o Sindicato dos Rodoviários decidiu por fazer paralisação a partir do dia 31/12. Não por acaso, dia 31/12 seria o dia em que muitos moradores da Região Metropolitana do Rio e turistas utilizariam os ônibus para chegar aos réveillons das praias cariocas, em especial o de Copacabana.

Sobre isto, a Rio Ônibus já anunciou que vai entrar na justiça para que a greve seja declarada abusiva, pois “causaria enormes prejuízos aos 4 milhões de passageiros que andam de ônibus todos os dias no município do Rio de Janeiro”.

Para o presidente do sindicato dos rodoviários, Sebastião José, como a parte dos empresários de ônibus não querem negociar, a saída foi a greve: “Os profissionais vivem hoje uma verdadeira calamidade, já que estamos há 17 meses sem reajuste salarial. Com essa briga entre o executivo municipal, Fetranspor e Judiciário, quem acaba sofrendo as consequências são os motoristas e cobradores. Em todos esses anos como sindicalista nunca presenciei tamanho desrespeito com os profissionais que fazem a cidade se movimentar transportando milhares de pessoas diariamente”.

Com informações de O Dia e G1 Rio

Possíveis mudanças no trio Graças, Verdun e Transurb a caminho

A mudança mais sentida será a absorção da Verdun pelas outras duas irmãs

Passageiros da Viação Verdun poderão notar uma mudança radical nos próximos meses. É porque nesta quarta-feira iniciou importantes mudanças na empresa sediada em Água Santa, Zona Norte do Rio. As duas outras empresas que compõem o grupo (a Transurb e a Nossa Senhora das Graças) assumiram nesta última quarta-feira a direção da empresa e foi acertado que ambas as empresas absorverão a Verdun.

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A previsão é que até o final do primeiro trimestre de 2018, as linhas da Verdun estejam com a Transurb e a Nossa Senhora das Graças

Em princípio, a Nossa Senhora das Graças absorverá as linhas 238 (Água Santa x Castelo – via Grajaú/Estácio/Lapa) e 455 (Méier x Copacabana – via Aterro), enquanto que a Transurb ficará com as linhas 239 (Água Santa x Castelo – via Av. Marechal Rondon) e 247 (Camarista Méier x Passeio/Cinelândia – via Lapa), podendo sofrer alterações com o passar do tempo. Como o processo envolverá diversos trâmites burocráticos, tais como a troca de registro na carteira de trabalho de motoristas, fiscais e despachantes, renumeração de ônibus, a previsão é que as primeiras mudanças efetivas sejam percebidas a partir do final do primeiro trimestre de 2018.

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Com as mudanças previstas, a Transurb passa a ser uma das únicas empresas, juntamente com a Expresso Recreio à operar em praticamente todas as regiões da cidade.

A decisão de fechar a Viação Verdun não é de agora. Segundo fontes ouvidas, o mandatário da empresa, Davi Barata, já queria encerrar as atividades da empresa, transferindo as operações para as outras empresas há pelo menos dois anos. Especula-se que em nome da Viação Verdun, haja mais de 1000 processos.

Em resposta publicada no Twitter, a Rio Ônibus alega que a empresa não fechou as portas diante da crise, que segundo eles coloca em risco outras 11 empresas da cidade e que a mesma opera regularmente. Mas, em consulta ao site do sindicato, o nome da Verdun não aparece mais na relação das empresas do Consórcio Internorte. Um pouco ‘contraditório’.