A “nova velha” cara da Real

O tradicional amarelo da empresa retorna às ruas do Rio com a volta do chassi Mercedes Benz, após 8 anos.

A Real Auto Ônibus, líder do Consórcio Intersul, apresentou para os passageiros no início de Novembro do ano passado, sua velha cara. Velha porque a empresa resolveu apostar as suas fichas na pintura amarela que era famosa pelas ruas da Zona Sul e Barra da Tijuca, por onde trafega. E para isso, trouxe 40 novos ônibus para reinaugurar a identidade visual.

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A nova aquisição marcou o retorno da tradicional pintura amarela, tão conhecida por muitos moradores da cidade, especialmente da Zona Sul.

O modelo escolhido foi o Apache Vip, da 4ª geração, modelo que já se fazia presente na frota da empresa. Porém, nesta remessa, veio com duas novidades: a utilização da plataforma elevatória para portadores de necessidades especiais, o que garante mais lugares, já que o elevador fica acoplado embaixo do piso do ônibus, e a volta do chassi Mercedes Benz, após 8 anos. O modelo escolhido foi o OF-1721 BlueTec 5.

Além das características acima, os novos ônibus vieram equipados com paineis eletrônicos da FRT, sistema de duas roletas, que garante maior rapidez no embarque, ar-condicionado da Valeo e tomadas USB. Quando eles chegaram, vieram com indicativo de que também viriam com Wi-Fi, dentro das normas estabelecidas pelo termo de ajustamento de conduta entre Prefeitura e Rio Ônibus. Porém, semanas depois, os ônibus foram vistos sem a indicação.

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Originalmente, os ônibus vieram equipados com Wi-Fi, porém, a empresa optou em retirá-los.

Foram destinados 26 carros para a linha Troncal 6 (Ipanema-Jardim de Alah x Rodoviária via Túnel Santa Bárbara) e 14 para a linha 463 (São Cristóvão x Copacabana-Siqueira Campos via Túnel Rebouças). Por enquanto não há previsão para mais carros novos.

Confira a galeria!

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Qual deve ser a solução para acabar com os pontos finais da Candelária?

Uma das soluções poderia ser o realocamento dos pontos finais para ruas pouco utilizadas, mas nunca tirar os ônibus do Centro

Especial de Domingo do Portal Flumibuss

Quem circula pelo Centro do Rio, certamente, já se irritou com os constantes engarrafamentos que são provocados no horário de rush, principalmente depois das muitas obras promovidas pela gestão do ex-prefeito Eduardo Paes para “reurbanizar” toda a área do Centro visando a realização da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas em 2016.

Os precedentes:

  • Escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo, em 2014
    • Escolha do Rio para ser uma das sedes
  • Escolha do Rio para ser a sede das Olimpíadas, em 2016
  • Demolição do Elevado da Perimetral para reurbanização do Porto, com a abertura da Via Binário, Orla Conde, e, posteriormente, do Túnel Marcelo Alencar
  • A promessa de construção do BRT TransBrasil e do VLT para “integrar” a Região Central

Após a escolha do Brasil e do Rio para ser sede, respectivamente, da Copa do Mundo e das Olimpíadas, a gestão de Eduardo Paes lançou uma série de obras para preparar a cidade para receber os eventos. Uma das primeiras medidas que foram feitas foi a demolição do Elevado da Perimetral e o fechamento para carros da Avenida Rodrigues Alves, para preparar a via para a Orla Conde (no trecho entre a Rua Rivadávia Correa e a Praça Mauá) e para a Via Expressa do Porto. Como medida mitigatória, foi aberto a Via Binário do Porto para tentar absorver toda a demanda da Rodrigues Alves e da Perimetral. Com isso, durante todo o período de obras, a Via Binário teve que aguentar a demanda da Rodrigues Alves e da Perimetral, com sucessivos engarrafamentos, que perduram até hoje nos horários de pico.

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Momento da implosão do Elevado da Perimetral. Durante anos, todo o trânsito da via teve que ser destinado às outras vias, como a Via Binário. Foto: Reprodução Youtube

Com o fechamento da Praça Mauá e do Terminal Mariano Procópio, que virou área de serviço do Museu de Arte do Rio (MAR), as primeiras linhas foram alocadas na região da Candelária, são elas:

  • 220 – Usina x Praça Mauá (Auto Viação Tijuca/Consórcio Intersul)
  • 312 – Olaria x Praça Mauá (Viação Nossa Senhora de Lourdes/Consórcio Internorte)
  • 338 – Taquara x Praça Mauá – via Linha Amarela (Transportes Barra/Consórcio Transcarioca)
  • 341 – Taquara x Praça Mauá – via Serra (Transportes Barra/Consórcio Transcarioca)
  • 345 – Barra x Praça Mauá – via Alto da Boa Vista (Auto Viação Tijuca/Consórcio Transcarioca)

Inicialmente, elas foram deslocadas para a Rua Visconde de Inhaúma e, posteriormente alocadas para a Avenida Presidente Vargas, dando início ao zoneamento que tornaria a região mais tarde.

Em 2014 teve início a mudança mais sentida para os passageiros e que se perdura até os dias atuais. A mudança das linhas com destino à Zona Oeste, como a 300, 369 e 397, que paravam na Avenida República do Chile para a Avenida Presidente Vargas e a retirada dos ônibus intermunicipais de 2 portas da região próxima ao Terminal Menezes Cortes.

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Placa da linha 397 com uma placa indicando onde o ponto BRS 4 da pista lateral da Avenida Presidente Vargas passou a operar, em 2014. Foto: Roberto Moreyra – Reprodução Jornal Extra

Mais a frente, com a inauguração do VLT e a reconfiguração do viário do Centro, com a criação do calçadão na Avenida Rio Branco, que jogou todo o trânsito para a Avenida Graça Aranha, quase nenhuma linha do Centro escapou ileso de ter alguma alteração. E com isso, mais linhas foram alocadas na região da Candelária. Tudo isso nos leva aos dias atuais, objeto desta matéria.

Os dias atuais:

Pelo levantamento do Portal Flumibuss, atualmente há 78 linhas de ônibus, sendo 43 municipais e 35 intermunicipais, fazendo ponto final na região da Candelária. Pegando desde a Avenida Presidente Vargas, entre a Rua da Conceição e a Candelária, até as Ruas Camerino e Acre. São elas:

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Uma das principais reclamações dos passageiros é a falta de estrutura nos pontos. Os pontos localizados na pista lateral sentido Zona Norte que são usados pela Transportes Campo Grande e pelas intermunicipais que param após a Avenida Passos se beneficiam de ter a cobertura dos prédios localizados ali, porém, os pontos da pista central e lateral, no sentido Candelária, só há mesmo a cobertura dos pontos, que não são muitos, e muitas das vezes, 3 linhas compartilham o mesmo ponto.

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Ponto final compartilhado das linhas 254, 277 e 363. Por conta da falta de espaço, os ônibus da 363 precisam aguardar em fila dupla para encostar próximo à calçada. Foto: Gabriel Petersen Gomes

Outro problema constatado pelo Portal foi a falta de espaço para alocar os ônibus numa faixa somente. No ponto compartilhado entre as linhas 254 (Madureira x Candelária), 277 (Rocha Miranda x Candelária) e 363 (Vila Valqueire x Candelária), devido a grande frota da última linha, muitas vezes forma-se uma fila dupla, que atrapalha a agulha de acesso para a Avenida Rio Branco. Se não é a falta de espaço para alocar todos os ônibus causando a fila dupla, é o estacionamento irregular de alguns carros de passeio. No ponto da Campo Grande, o site contou ao menos 3 carros parados entre os ônibus da empresa e não há nenhuma repressão da Guarda Municipal.

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Carros estacionados nas vagas destinadas à Transportes Campo Grande, na região da Candelária. Foto: Gabriel Petersen Gomes

Além disso, a falta de informação no que restou do corredor BRS da Avenida Presidente Vargas impressiona. O ponto BRS 4 da pista central, próximo à Rua Uruguaiana no sentido Zona Norte, está sem informação nenhuma sobre os ônibus que param ali. Um pouco antes, nos pontos da Praça Pio X, passageiros tem que dividir os pontos para embarque das linhas que vem do retorno ou da Primeiro de Março com os pontos finais das linhas 220 (Usina x Candelária) e 312 (Olaria x Candelária). No horário de rush, é muito comum os ônibus terem que parar no meio da via por simplesmente não haver espaço próximo à calçada.

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Um dos exemplos da desfiguração do corredor BRS na Avenida Presidente Vargas. O que deveria ser o ponto BRS 4, na pista central sentido Zona Norte, próximo à Rua Uruguaiana completamente sem nenhuma informação sobre quais pontos passa ali. Foto: Gabriel Petersen Gomes

Qual deve ser a solução pra acabar com o Terminal improvisado?

Antes de tudo, é importante salientar que não é racionalizando todas as linhas que param na região que solucionará os problemas do trânsito. Com a extinção do Terminal da Misericórdia e do Mergulhão, em 2014, a área do Centro próximo à Baía ficou sem uma estrutura real de terminal rodoviário, restando tão somente os Terminais Procópio Ferreira e Américo Fontenele, na frente e nos fundos da Central do Brasil, respectivamente, e que estão num estado de conservação muito precário. O que há pelo Centro do Rio são ruas que foram transformadas em aglomerações de ponto final.

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Engarrafamento de ônibus na pista central da Avenida Presidente Vargas. A unificação dos pontos das duas pistas no sentido Zona Norte gerou engarrafamentos constantes em horário de rush. Foto: Gabriel Petersen Gomes

Uma solução indicada pelo Portal é a utilização de ruas internas do Centro que não possuem trânsito pesado de veículos e que podem ser utilizados como ponto final. Uma destas ruas é a Senador Dantas, que liga a Avenida República do Chile ao Passeio, e que poderia comportar algumas linhas. Outro ponto a salientar é o distribuição desigual das linhas entre as vias de acesso ao Centro financeiro da cidade. Enquanto 3 linhas com destino ao Centro (321, 323 e 362) utilizam o acesso pela Rua Carmo Neto/Benedito Hipólito, 37 linhas municipais entram pela Avenida Passos, o que provoca grandes congestionamentos na Avenida Presidente Vargas.

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Uma solução proposta seria a utilização de ruas como a Senador Dantas para alocação dos pontos finais que atualmente estão na Candelária. Antes de racionalizar os ônibus, é preciso diminuir a quantidade de carros (e isso inclui táxis e carros de aplicativos) circulando no Centro do Rio. Foto: Reprodução Google Street View

Juntando à essa reordenação urgente, se faz muito importante fazer uma verdadeira integração tarifária, unificando os valores dos ônibus municipais, trens, VLT e metrô, a exemplo do que ocorre em São Paulo, e restringir o uso de automóveis na área central, pois enquanto que um carro leva 5 ocupantes, um ônibus do tipo executivo pode levar 50 ocupantes, equivalente à 10 carros. 

O que diz a SMTR?

A Secretaria Municipal de Transportes, questionada sobre projetos de realocação dos pontos finais originais, informou, em nota, que devido às grandes obras feitas preparando a cidade para os eventos que sediou (como o fechamento parcial da Rio Branco, construção da Orla Conde, implantação do VLT, entre outras), foi necessário remanejar os pontos finais que estavam distribuídos pelo Centro. Compatibilizando a necessidade de retirada dos pontos com as restrições de circulação em determinadas vias da área central, diversos pontos finais foram deslocados para a Vargas. Ainda de acordo com a SMTR, não há previsãao para que os pontos finais voltem aos seus locais originais.

Ainda de acordo com a SMTR, considerando os dois sentidos da Presidente Vargas, há um total de 26 pontos finais. Como há linhas dividindo o mesmo ponto, este número passa para 30 pontos finais.

Leia a nota na íntegra:

Devido a diversas obras de reurbanização realizadas na área central do Rio entre 2014 e 2016 (fechamento parcial da Av Rio Branco, construção da orla Conde, implantação do VLT, entre outras), foi necessário remanejar pontos finais que estavam distribuídos no Centro. Compatibilizando a necessidade de retirada dos pontos com as restrições de circulação em determinadas vias da área central, diversos pontos finais foram deslocados para a Av. Pres Vargas. Não há, no momento, previsão de retorno destes pontos para os locais originais.

O total de pontos finais da Av. Pres Vargas da R. da Conceição até a Candelária, considerando os dois sentidos, é de 26 pontos; como há linhas dividindo o mesmo ponto, há um total de 30 linhas fazendo ponto final nesta área.

Linhas da Viação VG voltam à Ipanema em 2019

As linhas 483, 485 e 486 voltarão a fazer ponto final na Praça General Osório. Além disso, é prometido nova racionalização na área central, por causa da Linha 3 do VLT

Uma nova dança das cadeiras, melhor dizendo, dos pontos finais está chegando com 2019. Umas benéficas, outras, nem tanto. Em audiência realizada na última sexta-feira na Câmara de Vereadores, a secretária municipal de Transportes, Virgínia Salerno, detalhou para os vereadores alterações em itinerários na região de Copacabana, Ipanema e no Centro da cidade.

Secretária Virgínia Salerno discursando sobre as alterações durante a audiência na Câmara de Vereadores. Foto: Reprodução – Prefeitura do Rio

Copacabana: Atendendo à demandas da Associação de Moradores de Copacabana, 4 linhas da região da Siqueira Campos terão alterações de itinerário, a partir de Janeiro, sem data exata definida. A mais importante das alterações será em relação às linhas da Viação VG que ainda param na Rua Siqueira Campos. Após 3 anos depois de serem cortadas de Ipanema, em virtude da racionalização, as linhas 483 (Penha via Expressa), 485 (Fundão via Linha Vermelha) e 486 (Fundão via Avenida Brasil) voltarão a trafegar e fazer ponto final na Praça General Osório, juntando-se à linha 484 (Olaria x General Osório), que voltou no final de 2017. Além disso, a linha 471 (Triagem x Siqueira Campos) passa a operar como Circular na região. Confira:

Linhas 483, 485 e 486 – alterações de vista para: 
> 483 – Penha x General Osório (via Expressa/Bonsucesso)
> 485 – Fundão x General Osório (via Linha Vermelha/Túnel Santa Bárbara)
> 486 – Fundão x General Osório (via Avenida Brasil/Túnel Santa Bárbara)

Itinerário atual: (…) Rua Barata Ribeiro, Rua Figueiredo Magalhães, Praça Vereador Rocha Leão, Rua Siqueira Campos (ponto terminal em frente ao nº 143), Rua Siqueira Campos, Av. Nossa Senhora de Copacabana (…)

Itinerário alterado: (…) Rua Barata Ribeiro, Túnel Prefeito Sá Freire Alvim, Rua Raul Pompéia, Av. Rainha Elisabeth da Bélgica, Rua Teresa Aragão, Rua Prudente de Moraes, Rua Teixeira de Melo (Praça General Osório), Rua Teixeira de Melo (Praça General Osório – ponto terminal), Rua Visconde de Pirajá, Rua Francisco Sá, Av. Nossa Senhora de Copacabana (…)

Linha 483 e 484, que voltarão a fazer ponto final juntos na Praça General Osório

Linha 471 – Alteração da vista para:
471 – Triagem x Siqueira Campos (Via Túnel Velho – CIRCULAR)

Itinerário atual: (…) Rua Real Grandeza, Túnel Alaor Prata (Túnel Velho), Rua Siqueira Campos (ponto terminal pista interna entre a Rua Joseph Bloch e a Ladeira dos Tabajaras), Rua Siqueira Campos, Rua Tonelero, Rua Figueiredo Magalhães, Túnel Alaor Prata (Túnel Velho), Rua Dr Sampaio Correia, Rua Real Grandeza (…)

Itinerário alterado: (…) Rua Real Grandeza, Túnel Alaor Prata (Túnel Velho), Rua Siqueira Campos (ponto regulador na pista de rolamento), Rua Tonelero, Rua Figueiredo Magalhães, Túnel Alaor Prata (Túnel Velho), Rua Dr Sampaio Correia, Rua Real Grandeza (…)

Centro do Rio: Com a inauguração da Linha 3 do VLT (Central x Aeroporto Santos Dumont via Marechal Floriano), a SMTR está desenvolvendo um estudo sobre a sobreposição espacial entre as linhas de ônibus do Centro da cidade e o VLT.

O processo de alteração das linhas será gradual. A primeira etapa envolverá um grupo restrito de linhas convencionais do eixo Norte-Oeste que vão para o Centro através da Av. Brasil, podendo ser seccionadas em locais que garantam a segurança e o conforto dos passageiros. As outras etapas vão contemplar linhas de ônibus provenientes de outras regiões da cidade.

VLT na Avenida Marechal Floriano: falta apenas a pavimentação da via auxiliar para carros, já que a via não servirá mais para passagem de ônibus. A inauguração está prevista para Janeiro. Foto: Gabriel Petersen Gomes

As alterações nos itinerários destas linhas já estavam previstas desde o início da implantação do VLT, que está concluindo seu projeto original e estará totalmente estabelecido na cidade. As mudanças nas linhas de ônibus estão previstas para o início de 2019.

Vale destacar que não haverá perda para o usuário, que não vai precisar pagar a segunda tarifa. Ou seja, poderá pegar dois ônibus e o VLT , no período de duas horas e meia, e pagar apenas uma tarifa. É bom ressaltar, também, que o VLT é um modal de transporte limpo, seguro, silencioso, com ar condicionado, e, por ter prioridade e não enfrentar congestionamentos, tende a ser mais rápido nos horários de pico e, consequentemente, encurtar o tempo de viagem dos passageiros. A economia de tempo que os usuários terão nesta nova configuração será de cerca de 20 minutos.

Todos os estudos serão submetidos à audiência pública com o objetivo de ouvir a sociedade quanto às mudanças planejadas.

Com informações da Prefeitura do Rio

Os desdobramentos da nova greve da Estrela Azul

No segundo dia, apenas as linhas 292, 434 e 435 estão sendo cobertas pelos consórcios

Passageiros de 6 linhas da Transportes Estrela Azul, integrante dos consórcios Intersul e Internorte, pelo segundo dia enfrentaram problemas, em decorrência da nova paralisação dos funcionários da empresa, que possui garagens em Vila Isabel e no Sampaio, Zona Norte do Rio.

Funcionários cruzaram os braços pelo fato de a empresa não ter cumprido o acordo feito com o sindicato da categoria, durante audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho, no Centro do Rio. Empresa e sindicato acordaram o pagamento dos 8 meses de salário atrasado em 24 parcelas, além da quitação de 13º salário e outros benefícios atrasados, como a cesta básica, o que não aconteceu.

Os consórcios Intersul e Internorte acionaram o plano emergencial desde as primeiras horas de ontem, envolvendo, até o momento, 3 empresas da cidade: Braso Lisboa, A.V. Tijuca e Vila Isabel. Confira como está a situação até agora:

  • 292 (Engenho da Rainha x Castelo) = Braso Lisboa
  • 311 (Engenheiro Leal x Candelária) = Suspensa
  • 434 (Grajaú x Siqueira Campos via Lapa) = A. V. Tijuca
  • 435 (Grajaú x Gávea-PUC via Real Grandeza) = Vila Isabel
  • 436 (Grajaú x Leblon via Rebouças) = Suspensa
  • 464 (Maracanã x Siqueira Campos – Circular) = Suspensa
Ônibus da Braso Lisboa operando a 292. Todos com ar-condicionado e numa frequência melhor do que a Estrela Azul 

O Portal Flumibuss conferiu nas ruas a frequência ofertada em 2 das 3 linhas cobertas pelo plano emergencial (292 e 434), ontem e hoje, e constatou que o intervalo entre os ônibus, das duas linhas, se comparado com a Estrela Azul está muito baixo. E, no caso da 292, toda a frota destinada para a operação possui ar-condicionado. Com a Estrela Azul, só 5 ônibus possuíam ar-condicionado, isso quando os mesmos não rodavam desligados

Auto Viação Tijuca operando a 434 no rush da manhã. Os intervalos da linha foram ajustados ao longo dos dois dias e quase todos passam com praticamente lotação de banco.

Em nota divulgada para a mídia, a Estrela Azul “ressalta que a paralisação dos colaboradores é reflexo da maior crise já enfrentada pelas empresas de ônibus do Rio de Janeiro. “A defasagem tarifária vem criando restrições para a empresa, que apresenta dificuldades para cumprir com seus compromissos financeiros, inclusive a folha de pagamento de seus rodoviários”

É a terceira paralisação dos rodoviários da empresa só este ano, cobrando o pagamento dos salários atrasados (as outras greves foram em Fevereiro e Setembro). Nas duas ocasiões, a greve não durou 2 dias. 

Nova frente de obras da TransBrasil desvia o itinerário de linhas a partir de sábado

A alteração acontecerá na altura do Caju e afetará 71 linhas municipais e, cerca de, 70 linhas intermunicipais

A Prefeitura do Rio, através da Secretaria de Transportes, divulgou nesta quarta-feira que a partir deste sábado, um trecho de 500 metros da pista lateral da Avenida Brasil será interditada para dar prosseguimento às obras do BRT TransBrasil, que se arrastam desde 2014. O trecho fica entre as Ruas Sá Freire e Conde de Leopoldina, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. 

Duas das empresas intermunicipais que terão o itinerário de suas linhas afetadas, União e Mauá

Com a mudança, a Rua Conde de Leopoldina terá o sentido invertido, funcionado da Rua Bela para a Avenida Brasil, enquanto que a Rua Monsenhor Manuel Gomes ficará em regime de mão dupla entre a Rua Conde de Leopoldina e a Rua General Bruce. Além disto, o ponto da passarela 01 no sentido Centro será deslocado para a Rua Conde de Leopoldina.

Percurso que será feito pelos carros e ônibus durante o tempo em que as obras no trecho. Divulgação Prefeitura do Rio

A mudança afetará 71 linhas municipais e, cerca de, 70 serviços paradores das linhas intermunicipais que vão em direção ao Centro do Rio, e eles terão que obedecer o seguinte itinerário:

Atualmente: … Avenida Brasil (pista lateral) – Rua Bela – Rua José Clemente – Avenida Brasil (pista lateral), seguindo o itinerário normal
A partir de sábado: … Avenida Brasil (pista lateral) – Rua Bela – Rua Conde de Leopoldina, seguindo o itinerário normal

A previsão é que as obras no trecho durem 13 meses, sendo reaberto somente em 01/01/2020. E a nova previsão dada pela Prefeitura para que toda a obra do BRT seja entregue somente em 2020

As alterações nos mapas das linhas municipais em nosso guia de linhas e empresas estará disponível ao longo do mês de Dezembro. Confira nosso guia em: http://bit.ly/guiaflumibussrj

Real Auto Ônibus sai da operação das linhas 415, 455 e 472

A partir de agora, as três linhas passam a ser operadas por uma única empresa e a frota que a empresa disponibilizava foi distribuído para as outras linhas

A Real Auto Ônibus encerrou sua participação na operação de 3 linhas da cidade nos quais vinha operando desde 2016, são elas: a 415 (Usina x Leblon via Lagoa); 455 (Méier x Copacabana) e 472 (Triagem x Leme via Rio Sul), que pertencem originalmente às empresas Alpha, Verdun e Braso Lisboa, respectivamente. A decisão foi firmada num acordo com as três empresas.

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Ônibus da Real na semana passada operando a 415. A empresa saiu das três linhas que operava em conjunto desde o início da racionalização.

A empresa ingressou nas três linhas depois que ela viu várias de suas linhas desaparecerem durante o processo de racionalização das linhas da Zona Sul, iniciada na gestão Eduardo Paes e muito criticada até hoje pela população de uma forma geral, pelo fato que causou muitos transtornos com redução de itinerários e a supressão de determinadas linhas, o que gerou um custo maior para o passageiro, tendo que pegar 2, 3 ônibus por dia, enquanto que o Bilhete Único Carioca cobre apenas duas passagens. O ingresso na 415, 455 e 472 foi causada pela supressão de 4 linhas que a empresa operava antes da racionalização.

  • 415 = 128 (Rodoviária x Leblon via Lagoa/Central)
  • 455 = 121 (Central x Copacabana) e 127 (Rodoviária x Copacabana)
  • 472 = 190 (Rodoviária x Leme via Rio Sul)

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A partir de hoje, as linhas 415, 455 e 472 (foto), voltam a ter apenas uma empresa operando.

Especulava-se que a Alpha sairia da linha 112 (Rodoviária x Alto Gávea), como uma moeda de troca pela saída da Real da 415, porém, essa saída não foi concretizada. A frota da Real das três linhas que deixou de operar, foram redistribuídas para as outras linhas da empresa, como a Troncal 6 (Jardim de Alah x Rodoviária via Túnel Santa Bárbara), Troncal 9 (São Conrado x Central via Túnel Santa Bárbara) e 463 (São Cristóvão x Siqueira Campos via Túnel Rebouças).

A nova e reformulada Troncal 10

Antes quase fantasma, aos poucos, reconquista os passageiros perdidos 

Criada a partir da polêmica racionalização das linhas de ônibus, a junção das linhas 161 e 162, a linha Troncal 10 (101 – Jardim de Alah x Cruz Vermelha via Jardim Botânico) foi completamente remodelada no final de Setembro. A Braso Lisboa, que opera sozinha na linha desde o fechamento da São Silvestre, em Dezembro, após entregar sua parte na linha 350 (Irajá x Passeio) para a Viação Ideal, promoveu alterações drásticas na operação da linha. A começar pelo trajeto: Passou a operar sem ponto final no Centro do Rio e a atender às Ruas do Lavradio e do Senado, esta última, tendo sua primeira linha a circular pelo trecho que, anteriormente, não havia nenhum ônibus circulando.

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Durante vários meses, este foi o único ônibus à circular na 101/Troncal 10

A outra alteração foi na quantidade de ônibus que circulava na linha. Desde o fechamento da São Silvestre, a Braso Lisboa operou a linha com 1 ônibus apenas, quase sempre o carro A29006. Após a entrega da sua parte na 350 para a irmã Ideal, a linha pulou de 1 para 5 ônibus, um aumento de 400%, o que reduziu o seu intervalo de 1h30min, para, aproximadamente, 30 minutos.

E, desde a semana passada, a Nossa Senhora das Graças voltou a figurar na linha, com mais 5 ônibus para aumentar a frota. Porém, já é a terceira vez que a empresa figura. Em outras oportunidades, a empresa colocava 1, 2 ônibus, quase sempre sem ar-condicionado e depois de 2 semanas, sempre saía da linha.

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Um dos ônibus da Nossa Senhora das Graças, que voltou a operar a Troncal 10. Desta vez, só com ônibus de ar-condicionado

A nova Troncal 10, conforme explicado acima, deixou de ter ponto final no Centro do Rio, passando a atender as Ruas do Lavradio e Senado, no trecho que, antes, não havia nenhum ônibus circulando, conforme mostra o mapa abaixo:

Acesse o itinerário da Troncal 10 em nosso guia: http://bit.ly/linha101-tro10

Não se sabe por enquanto se há previsão para que aumente a frota da Troncal 10, porém, o que os passageiros mais desejam, sem sombra de dúvidas, é que tenha maior frequência e/ou, que de preferência, volte a ser o que era antes (161 e 162).