Lei dos assentos 100% preferenciais: mais um tiro no pé da Prefeitura

Passados quase 2 semanas após a sanção, a ideia está sendo duramente rechaçada pela população

Em 27 de Fevereiro, o prefeito do Rio Marcello Crivella sancionou um decreto que torna todos os assentos dos transportes, não mais somente os bancos amarelos, que circulam dentro do município do Rio preferenciais para idosos, gestantes, pessoas com deficiência ou com criança de colo, obesos e portadores de autismo (incluído posteriormente numa revisão). Esse decreto atinge, principalmente, ônibus, metrô e VLT. E quem se recusar a ceder o lugar, terá que pagar uma multa de R$ 100,00 e desembarcar compulsoriamente

Desde então, a Prefeitura tenta, incessantemente, “conscientizar” os passageiros, através da sua página no Facebook, a respeitarem a lei cedendo o lugar aos grupos preferenciais. Só que a população não está aceitando engolir a seco, principalmente porque há questões muito mais importantes a serem resolvidas com relação aos transportes da cidade.

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Imagens publicadas pela página da Prefeitura no Rio, no Facebook, para tentar conscientizar a população à respeitar o decreto que torna todos os assentos preferenciais. Fotos: reproduções Facebook Prefeitura do Rio de Janeiro

Em comum entre as reclamações está a imposição da multa de R$ 100,00 por não ceder o lugar e o questionamento sobre a “escolha das prioridades” da Prefeitura no que se diz respeito à melhoria dos transportes públicos. Muitos já falam que irão viajar em pé para justamente não ter que pagar a multa. Veja alguns dos comentários publicados:

“Ahan. Tá. Enquanto a passagem sair do meu bolso eu não levanto, ainda mais com esse serviço de péssima qualidade. Não adianta ficar em pé do meu lado forçando tosse seca pois EU NÃO VOU LEVANTAR.”

“Na minha visão eu acho que a prefeitura que deveria começar a mudança colocando mais ônibus pra circularem e abaixando o preço das passagens… Respeito ao passageiro é primordial, seja ele preferencial ou não. 😉”

“Poderiam incluir na prioridade pessoas que ficarão mais de duas horas no trajeto… 😒 Porque ficar esperando a terceira fila na madrugada pra depois ficar duas horas em pé até a Central é dureza.

A Prefeitura poderia focar em primeiro aumentar a oferta de assentos para depois pensar nisso. Infelizmente a dureza do cotidiano carioca transforma a gentileza em autopreservação.

Vocês nem conseguem evitar calote no BRT… Uma lei dessas está fadada ao fracasso.”

Por regra, atualmente 10% dos bancos dos ônibus são destinados aos grupos preferenciais, o que resulta em 4 bancos para as prioridades e um banco único para obesos. Pelo decreto, desde o dia da publicação todos os bancos se tornaram preferenciais, porém, as empresas e concessionárias tem até 30 dias após a publicação para afixar o aviso (foto acima) alertando sobre a questão. A pergunta que muitos se fazem é: o que é prioridade pra Prefeitura? Impor a obrigatoriedade de algo preferencial ou detonar o sistema de transportes do Rio? O espaço está aberto.

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Qual deve ser a solução para acabar com os pontos finais da Candelária?

Uma das soluções poderia ser o realocamento dos pontos finais para ruas pouco utilizadas, mas nunca tirar os ônibus do Centro

Especial de Domingo do Portal Flumibuss

Quem circula pelo Centro do Rio, certamente, já se irritou com os constantes engarrafamentos que são provocados no horário de rush, principalmente depois das muitas obras promovidas pela gestão do ex-prefeito Eduardo Paes para “reurbanizar” toda a área do Centro visando a realização da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas em 2016.

Os precedentes:

  • Escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo, em 2014
    • Escolha do Rio para ser uma das sedes
  • Escolha do Rio para ser a sede das Olimpíadas, em 2016
  • Demolição do Elevado da Perimetral para reurbanização do Porto, com a abertura da Via Binário, Orla Conde, e, posteriormente, do Túnel Marcelo Alencar
  • A promessa de construção do BRT TransBrasil e do VLT para “integrar” a Região Central

Após a escolha do Brasil e do Rio para ser sede, respectivamente, da Copa do Mundo e das Olimpíadas, a gestão de Eduardo Paes lançou uma série de obras para preparar a cidade para receber os eventos. Uma das primeiras medidas que foram feitas foi a demolição do Elevado da Perimetral e o fechamento para carros da Avenida Rodrigues Alves, para preparar a via para a Orla Conde (no trecho entre a Rua Rivadávia Correa e a Praça Mauá) e para a Via Expressa do Porto. Como medida mitigatória, foi aberto a Via Binário do Porto para tentar absorver toda a demanda da Rodrigues Alves e da Perimetral. Com isso, durante todo o período de obras, a Via Binário teve que aguentar a demanda da Rodrigues Alves e da Perimetral, com sucessivos engarrafamentos, que perduram até hoje nos horários de pico.

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Momento da implosão do Elevado da Perimetral. Durante anos, todo o trânsito da via teve que ser destinado às outras vias, como a Via Binário. Foto: Reprodução Youtube

Com o fechamento da Praça Mauá e do Terminal Mariano Procópio, que virou área de serviço do Museu de Arte do Rio (MAR), as primeiras linhas foram alocadas na região da Candelária, são elas:

  • 220 – Usina x Praça Mauá (Auto Viação Tijuca/Consórcio Intersul)
  • 312 – Olaria x Praça Mauá (Viação Nossa Senhora de Lourdes/Consórcio Internorte)
  • 338 – Taquara x Praça Mauá – via Linha Amarela (Transportes Barra/Consórcio Transcarioca)
  • 341 – Taquara x Praça Mauá – via Serra (Transportes Barra/Consórcio Transcarioca)
  • 345 – Barra x Praça Mauá – via Alto da Boa Vista (Auto Viação Tijuca/Consórcio Transcarioca)

Inicialmente, elas foram deslocadas para a Rua Visconde de Inhaúma e, posteriormente alocadas para a Avenida Presidente Vargas, dando início ao zoneamento que tornaria a região mais tarde.

Em 2014 teve início a mudança mais sentida para os passageiros e que se perdura até os dias atuais. A mudança das linhas com destino à Zona Oeste, como a 300, 369 e 397, que paravam na Avenida República do Chile para a Avenida Presidente Vargas e a retirada dos ônibus intermunicipais de 2 portas da região próxima ao Terminal Menezes Cortes.

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Placa da linha 397 com uma placa indicando onde o ponto BRS 4 da pista lateral da Avenida Presidente Vargas passou a operar, em 2014. Foto: Roberto Moreyra – Reprodução Jornal Extra

Mais a frente, com a inauguração do VLT e a reconfiguração do viário do Centro, com a criação do calçadão na Avenida Rio Branco, que jogou todo o trânsito para a Avenida Graça Aranha, quase nenhuma linha do Centro escapou ileso de ter alguma alteração. E com isso, mais linhas foram alocadas na região da Candelária. Tudo isso nos leva aos dias atuais, objeto desta matéria.

Os dias atuais:

Pelo levantamento do Portal Flumibuss, atualmente há 78 linhas de ônibus, sendo 43 municipais e 35 intermunicipais, fazendo ponto final na região da Candelária. Pegando desde a Avenida Presidente Vargas, entre a Rua da Conceição e a Candelária, até as Ruas Camerino e Acre. São elas:

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Uma das principais reclamações dos passageiros é a falta de estrutura nos pontos. Os pontos localizados na pista lateral sentido Zona Norte que são usados pela Transportes Campo Grande e pelas intermunicipais que param após a Avenida Passos se beneficiam de ter a cobertura dos prédios localizados ali, porém, os pontos da pista central e lateral, no sentido Candelária, só há mesmo a cobertura dos pontos, que não são muitos, e muitas das vezes, 3 linhas compartilham o mesmo ponto.

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Ponto final compartilhado das linhas 254, 277 e 363. Por conta da falta de espaço, os ônibus da 363 precisam aguardar em fila dupla para encostar próximo à calçada. Foto: Gabriel Petersen Gomes

Outro problema constatado pelo Portal foi a falta de espaço para alocar os ônibus numa faixa somente. No ponto compartilhado entre as linhas 254 (Madureira x Candelária), 277 (Rocha Miranda x Candelária) e 363 (Vila Valqueire x Candelária), devido a grande frota da última linha, muitas vezes forma-se uma fila dupla, que atrapalha a agulha de acesso para a Avenida Rio Branco. Se não é a falta de espaço para alocar todos os ônibus causando a fila dupla, é o estacionamento irregular de alguns carros de passeio. No ponto da Campo Grande, o site contou ao menos 3 carros parados entre os ônibus da empresa e não há nenhuma repressão da Guarda Municipal.

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Carros estacionados nas vagas destinadas à Transportes Campo Grande, na região da Candelária. Foto: Gabriel Petersen Gomes

Além disso, a falta de informação no que restou do corredor BRS da Avenida Presidente Vargas impressiona. O ponto BRS 4 da pista central, próximo à Rua Uruguaiana no sentido Zona Norte, está sem informação nenhuma sobre os ônibus que param ali. Um pouco antes, nos pontos da Praça Pio X, passageiros tem que dividir os pontos para embarque das linhas que vem do retorno ou da Primeiro de Março com os pontos finais das linhas 220 (Usina x Candelária) e 312 (Olaria x Candelária). No horário de rush, é muito comum os ônibus terem que parar no meio da via por simplesmente não haver espaço próximo à calçada.

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Um dos exemplos da desfiguração do corredor BRS na Avenida Presidente Vargas. O que deveria ser o ponto BRS 4, na pista central sentido Zona Norte, próximo à Rua Uruguaiana completamente sem nenhuma informação sobre quais pontos passa ali. Foto: Gabriel Petersen Gomes

Qual deve ser a solução pra acabar com o Terminal improvisado?

Antes de tudo, é importante salientar que não é racionalizando todas as linhas que param na região que solucionará os problemas do trânsito. Com a extinção do Terminal da Misericórdia e do Mergulhão, em 2014, a área do Centro próximo à Baía ficou sem uma estrutura real de terminal rodoviário, restando tão somente os Terminais Procópio Ferreira e Américo Fontenele, na frente e nos fundos da Central do Brasil, respectivamente, e que estão num estado de conservação muito precário. O que há pelo Centro do Rio são ruas que foram transformadas em aglomerações de ponto final.

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Engarrafamento de ônibus na pista central da Avenida Presidente Vargas. A unificação dos pontos das duas pistas no sentido Zona Norte gerou engarrafamentos constantes em horário de rush. Foto: Gabriel Petersen Gomes

Uma solução indicada pelo Portal é a utilização de ruas internas do Centro que não possuem trânsito pesado de veículos e que podem ser utilizados como ponto final. Uma destas ruas é a Senador Dantas, que liga a Avenida República do Chile ao Passeio, e que poderia comportar algumas linhas. Outro ponto a salientar é o distribuição desigual das linhas entre as vias de acesso ao Centro financeiro da cidade. Enquanto 3 linhas com destino ao Centro (321, 323 e 362) utilizam o acesso pela Rua Carmo Neto/Benedito Hipólito, 37 linhas municipais entram pela Avenida Passos, o que provoca grandes congestionamentos na Avenida Presidente Vargas.

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Uma solução proposta seria a utilização de ruas como a Senador Dantas para alocação dos pontos finais que atualmente estão na Candelária. Antes de racionalizar os ônibus, é preciso diminuir a quantidade de carros (e isso inclui táxis e carros de aplicativos) circulando no Centro do Rio. Foto: Reprodução Google Street View

Juntando à essa reordenação urgente, se faz muito importante fazer uma verdadeira integração tarifária, unificando os valores dos ônibus municipais, trens, VLT e metrô, a exemplo do que ocorre em São Paulo, e restringir o uso de automóveis na área central, pois enquanto que um carro leva 5 ocupantes, um ônibus do tipo executivo pode levar 50 ocupantes, equivalente à 10 carros. 

O que diz a SMTR?

A Secretaria Municipal de Transportes, questionada sobre projetos de realocação dos pontos finais originais, informou, em nota, que devido às grandes obras feitas preparando a cidade para os eventos que sediou (como o fechamento parcial da Rio Branco, construção da Orla Conde, implantação do VLT, entre outras), foi necessário remanejar os pontos finais que estavam distribuídos pelo Centro. Compatibilizando a necessidade de retirada dos pontos com as restrições de circulação em determinadas vias da área central, diversos pontos finais foram deslocados para a Vargas. Ainda de acordo com a SMTR, não há previsãao para que os pontos finais voltem aos seus locais originais.

Ainda de acordo com a SMTR, considerando os dois sentidos da Presidente Vargas, há um total de 26 pontos finais. Como há linhas dividindo o mesmo ponto, este número passa para 30 pontos finais.

Leia a nota na íntegra:

Devido a diversas obras de reurbanização realizadas na área central do Rio entre 2014 e 2016 (fechamento parcial da Av Rio Branco, construção da orla Conde, implantação do VLT, entre outras), foi necessário remanejar pontos finais que estavam distribuídos no Centro. Compatibilizando a necessidade de retirada dos pontos com as restrições de circulação em determinadas vias da área central, diversos pontos finais foram deslocados para a Av. Pres Vargas. Não há, no momento, previsão de retorno destes pontos para os locais originais.

O total de pontos finais da Av. Pres Vargas da R. da Conceição até a Candelária, considerando os dois sentidos, é de 26 pontos; como há linhas dividindo o mesmo ponto, há um total de 30 linhas fazendo ponto final nesta área.

Nova frente de obras da TransBrasil desvia o itinerário de linhas a partir de sábado

A alteração acontecerá na altura do Caju e afetará 71 linhas municipais e, cerca de, 70 linhas intermunicipais

A Prefeitura do Rio, através da Secretaria de Transportes, divulgou nesta quarta-feira que a partir deste sábado, um trecho de 500 metros da pista lateral da Avenida Brasil será interditada para dar prosseguimento às obras do BRT TransBrasil, que se arrastam desde 2014. O trecho fica entre as Ruas Sá Freire e Conde de Leopoldina, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. 

Duas das empresas intermunicipais que terão o itinerário de suas linhas afetadas, União e Mauá

Com a mudança, a Rua Conde de Leopoldina terá o sentido invertido, funcionado da Rua Bela para a Avenida Brasil, enquanto que a Rua Monsenhor Manuel Gomes ficará em regime de mão dupla entre a Rua Conde de Leopoldina e a Rua General Bruce. Além disto, o ponto da passarela 01 no sentido Centro será deslocado para a Rua Conde de Leopoldina.

Percurso que será feito pelos carros e ônibus durante o tempo em que as obras no trecho. Divulgação Prefeitura do Rio

A mudança afetará 71 linhas municipais e, cerca de, 70 serviços paradores das linhas intermunicipais que vão em direção ao Centro do Rio, e eles terão que obedecer o seguinte itinerário:

Atualmente: … Avenida Brasil (pista lateral) – Rua Bela – Rua José Clemente – Avenida Brasil (pista lateral), seguindo o itinerário normal
A partir de sábado: … Avenida Brasil (pista lateral) – Rua Bela – Rua Conde de Leopoldina, seguindo o itinerário normal

A previsão é que as obras no trecho durem 13 meses, sendo reaberto somente em 01/01/2020. E a nova previsão dada pela Prefeitura para que toda a obra do BRT seja entregue somente em 2020

As alterações nos mapas das linhas municipais em nosso guia de linhas e empresas estará disponível ao longo do mês de Dezembro. Confira nosso guia em: http://bit.ly/guiaflumibussrj

A nova cara da Transportes Campo Grande

Já se adequando às novas regras, a empresa adquire 10 semi-novos da Matias, além de micros oriundos da Jabour

A Transportes Campo Grande, empresa que liga os bairros próximos à sua garagem, em Senador Camará, com o Centro do Rio, apresentou neste mês de Outubro a sua nova cara, atendendo as novas determinações acordadas entre Prefeitura e Rio Ônibus. E para isto, adquiriu uma nova leva de ônibus semi-novos, seguindo a tendência de suas últimas aquisições para renovação de frota. Foram adquiridos 10 ônibus Marcopolo New Torino, com os chassis Mercedes Benz OF-1721L, equipados com suspensão a ar, o que proporciona viagens mais confortáveis. Os ônibus fabricados em 2015 pertenceram à empresa Rodoviária A. Matias, onde rodaram por linhas que circulam entre o Grande Meier e o Centro do Rio.

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Os ônibus possuem letreiros FRT na cor branca, elevador para portadores de necessidades especiais junto com a porta de desembarque, na traseira, sistema de duas roletas, que agiliza o embarque dos passageiros. Os ônibus foram destinados para a linha 397, que liga o bairro de Campo Grande ao Centro do Rio e substituíram alguns dos ônibus fabricados entre 2008 e 2009.

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Detalhe da nova logo da Campo Grande. O símbolo principal lembra o personagem Pac-Man

A pintura escolhida pela Campo Grande lembra o personagem “Pac-Man”, ícone dos anos 80 e 90. Além dos ex-Matias, a empresa adquiriu mais micro-ônibus ex-Jabour, para atender as suas linhas internas que ligam Campo Grande ao Rio da Prata da região.

Confira mais fotos!

Justiça derruba liminar e passagem já pode ser reajustada para R$ 3,95

No entendimento do Rio Ônibus, o aumento já vale a partir de quinta-feira, e a Prefeitura não deu previsão. Ministério Público vai recorrer novamente.

A novela que parecia ter um fim, ganhou um novo capítulo. A desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, da 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, atendeu à uma série de argumentos dos Consórcios da cidade e derrubou a liminar que impedia o reajuste da passagem de R$ 3,60 para R$ 3,95. A liminar para suspensão do acordo firmado entre Prefeitura e Rio Ônibus, sindicato que representa os consórcios da cidade, havia sido impetrada pelo Ministério Público Estadual, que determinava que a Prefeitura apresentasse estudos que comprovassem que os R$ 0,20 referente à implantação do ar-condicionado foi excluído da base de cálculo da nova tarifa, conforme determinação da própria Câmara Cível.

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Ônibus da Auto Viação Palmares com passagem marcando R$ 3,60 ainda. Para Rio Ônibus, o reajuste com liberação da Justiça, já vale a partir de amanhã.

Ao analisar o recurso, a desembargadora entendeu que o adicional foi excluído, de fato, do cálculo da nova tarifa, conforme publicação do decreto municipal 43.601, de 31/08/2017.

“Ressalte-se, ainda que, como afirmado pela edilidade [prefeitura], o valor do adicional de R$ 0,20 (vinte centavos) não foi considerado na base de cálculo da nova tarifa, fixada em quantia inferior àquela que seria obtida caso utilizado o reajuste contratualmente previsto, já que, de acordo com a fórmula prevista no contrato de concessão, se chegaria a uma tarifa no valor de R$ 4,05 (quatro reais e cinco centavos)”, destacou.

Ainda no despacho de decisão, a magistrada alega que o Decreto 44.600 fixou uma “tarifa provisória de equilíbrio”, no valor de R$ 3,95, enquanto se concluem os trabalhos de auditoria feita pela Pricewaterhouse Coopers (PwC Brasil), contratada pela prefeitura para realizar a revisão tarifária conforme manda o contrato de concessão, assinado em 2010.

“O que não se pode autorizar é que, durante esse período, o sistema entre em colapso, diante da imposição de uma tarifa reconhecidamente insuficiente para remunerar os serviços”, assinalou a magistrada.

Em declaração feita ao RJ1, da TV Globo, o Rio Ônibus disse que o departamento jurídico teve o entendimento de que, a partir da cassação da liminar requerida pelo Ministério Público, o aumento já pode começar a valer 48 horas depois. No caso, o aumento passa a valer a partir desta quinta-feira (21/06). No entanto, a Prefeitura ainda não se pronunciou sobre quando irá aplicar o reajuste. O Ministério Público já avisou que irá recorrer novamente.

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Empresas como a Tijuca, Transurb e Estrela Azul são constantemente vistas com seus ônibus de ar-condicionado desligados, o que deixa o interior ainda mais abafado que o seu exterior.

Principal polêmica em relação à tarifa, o ar-condicionado, em certas empresas, virou uma lenda. Mesmo tendo o aparelho de ar-condicionado ali, os ônibus de empresas como a Transurb, Verdun, Estrela Azul e Auto Viação Tijuca são constantemente vistos pelas linhas da cidade com seus ônibus com o ar-condicionado desligado. Um ônibus com o ar-condicionado desligado e as janelas abertas fica mais abafado do que o exterior do mesmo, o que pode acarretar, até, problemas de saúde. A pergunta que fica no ar é se as duas partes respeitarão, integralmente, a implantação do ar-condicionado e não deixarão que cenas como essa da foto registrada pelo Portal Flumibuss RJ continue sendo recorrente. 

Leia a íntegra da decisão da desembargadora: https://goo.gl/i9TkKf

Com informações do Tribunal de Justiça do RJ e do G1 Rio

BRT dá início ao plano de contingência no ramal da Cesário de Melo

Inicialmente, a versão urbana da linha 17 operará das 4h às 23h, com até 20 ônibus.

O Consórcio BRT iniciou nesta segunda-feira, o plano de contingência para não deixar os passageiros da Avenida Cesário de Melo, antes atendidos pelo BRT Transoeste, desassistidos. 10 ônibus do Consórcio Santa Cruz foram deslocados para atender o eixo, sendo 4 da Transportes Campo Grande, 4 da Transportes Barra e 2 da Expresso Pégaso.

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Um dos 10 ônibus inicialmente escalados para atender o eixo da Cesário de Melo. Ao longo da semana, a quantidade pode dobrar.

Segundo o Consórcio, o plano de contingência tem duração prevista de 3 meses, enquanto não é resolvido o impasse relacionado à reabertura das estações do ramal, mesmo após o fim da paralisação dos caminhoneiros. Em declaração dada logo após a paralisação, o secretário da Casa Civil, Paulo Messina, disse que as estações viraram “quiosques do tráfico”, informação desmentida pelo porta-voz da PMERJ, Major Ivan Blaz.

O prefeito Marcelo Crivella chegou a anunciar um investimento de R$ 700.000,00 para garantir segurança nos trajetos dos ônibus, mas ainda não tem prazo para ser implantado.

Vale lembrar que o Consórcio BRT já havia manifestado interesse em fechar o eixo da Avenida Cesário de Melo, constantemente alvo de criminosos, depredando as estações e gerando um alto número de calotes. Agora, apenas a linha 15 (Paciência x Salvador Allende) está inoperante.

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A linha 17 está seguindo o caminho do BRT Transoeste, via Avenida Cesário de Melo. A mesma irá operar, inicialmente, entre 04:00 e 23:00. O ponto em Campo Grande está no Terminal de ônibus do bairro, enquanto que em Santa Cruz, o ônibus estará saindo da Rua Álvaro Alberto, no ponto compartilhado com a linha 870 (Santa Cruz x Sepetiba). Confira o mapa abaixo:

Prefeitura anuncia, enfim, o reajuste da tarifa para R$ 3,95

Inicialmente previsto para ser R$ 4,05, ambas as partes negociaram redução de R$ 0,10.

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Prefeito Crivella com Presidente do Rio Ônibus, Claudio Callak, anunciando o reajuste. Foto: Reprodução G1 RJ

Demorou, mas saiu. Em uma cerimônia hoje no Palácio da Cidade, o Prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e o presidente do Rio Ônibus, Claudio Callak, assinaram o acordo que, entre outros pontos, fixa o valor da tarifa do Bilhete Único Carioca em R$ 3,95, um reajuste de 9,72%. Dentre os pontos acordados, estão: a climatização total da frota até 2020, lançamento de um aplicativo com o horário e itinerário de todas as linhas e a renúncia aos processos movidos pelo Rio Ônibus contra a Prefeitura do Rio.

Veja ponto a ponto, detalhadamente, do acordo:

  1. Climatização total da frota até Setembro de 2020, respeitando o cronograma abaixo:
    1. 150 novos ônibus em até 90 dias após o deferimento do termo de conciliação
    2. Até 31/12/2018 = 60% da frota (atualmente, o percentual está em 42%)
    3. Até 30/06/2019 = 70% da frota
    4. Até 31/12/2019 = 80% da frota
    5. Até 30/06/2020 = 90% da frota
    6. Até 30/09/2020 = 100% da frota
  2. O Rio Ônibus compromete-se a retirar as ações movidas por ela contra a Prefeitura do Rio, todas correndo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
  3. Os consórcios serão obrigados a apresentar, num prazo de 2 meses, a partir de hoje, balancetes trimestrais de suas operações contábeis e financeiras. O que significa a tal abertura da “caixa-preta”.
  4. Doação de R$ 7.000.000,00 pelo Rio Ônibus para ajudar na aquisição da matéria-prima asfáltica para ser usada no recapeamento das principais vias do Rio
  5. Também haverá uma outra doação, com valor a ser estipulado, para ajudar na aquisição de concreto para o recapeamento das pistas do BRT, principalmente na Transoeste (Barra x Santa Cruz/Campo Grande)
  6. Os consórcios deverão, no prazo de 24 horas, assumir 50% das linhas operadas por uma empresa que descumpra essa obrigação,  de forma que seja garantida a prestação de serviços aos usuários. A recomposição integral deverá se dar em até 30 dias, respeitando-se a quantidade de veículos necessários para a adequada prestação de serviço.
  7. Uma vez apontada pela auditoria uma tarifa maior do que o estabelecido, os consórcios desde já renunciam ao valor da diferença encontrada, sendo mantida a importância de R$ 3,95. Caso a auditoria aponte uma tarifa menor do que a estabelecida, esta poderá ser imediatamente aplicada, respeitados os prazos contratualmente previstos. A diferença cobrada a mais no período deverá ser subtraída do valor tarifário encontrado, pelo tempo necessário para ressarcimento do montante cobrado a mais.
  8. Os novos ônibus, a partir de agora, deverão contar com Wi-Fi e carregador USB 3.0. No caso do USB, deverão estar disponíveis, no mínimo, a cada 2 fileiras de bancos.
  9. Será implantado o aplicativo Ônibus.Rio, que contará com os horários e itinerários de todas as linhas da cidade, além de poder receber alertas para descida no ponto escolhido.

“O que todos precisam entender é que nós estamos há um ano e meio sem reajuste. E, ainda assim, nós temos uma das passagens mais baratas da região. Em São Paulo, por exemplo, há um subsídio de R$ 3 bilhões, a população coloca esse valor para que a passagem, que seria de R$ 6,66 fique em torno de R$ 4,00. Pelos nossos estudos, a fórmula paramétrica apontava para uma tarifa de R$ 4,05, e nós conseguimos negociar e reduzir para R$ 3,95”, explicou Crivella, no Palácio da Cidade, após assinar o decreto com os termos do acordo.

O reajuste só passará a valer 10 dias após a retirada das 3 ações movidas contra a Prefeitura e que estão tramitando no Tribunal de Justiça. Caso isso ocorra na semana que vem, a previsão é que o reajuste passe a valer a partir do dia 14.

Com o anúncio do reajuste, põe-se fim à longa guerra por conta da passagem, que começou no final de 2016, quando o vice-prefeito que assumiria (Fernando MacDowell, já falecido) pediu para que o ex-prefeito Eduardo Paes não desse a tarifa de R$ 3,95. Após isso, a passagem caiu para R$ 3,60, em Agosto, e depois para R$ 3,40, em Novembro de 2017. Em Fevereiro a passagem voltou à R$ 3,60, valor que permanece até então, mesmo com uma liminar, que fora suspensa antes mesmo de vigorar, determinado nova redução para R$ 3,40.

COM INFORMAÇÕES DA PREFEITURA DO RIO E DO G1 RJ