Funcionários da Rubanil, América e Madureira Candelária conseguem rescisão unilateral de contrato

Em mais um capítulo envolvendo as três empresas, os rodoviários conseguem os direitos para rescindir o contrato

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Audiência entre os rodoviários e os representantes das empresas Rubanil, América e Madureira Candelária. Foto: Reprodução site Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região/RJ

Em uma audiência de conciliação feita nesta terça-feira na Coordenadoria de Apoio à Efetividade Processual (CAEP) do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, no Centro do Rio, os rodoviários das empresas Rubanil, América e Madureira Candelária, sediadas em Irajá, na Zona Norte do Rio, e que estão paradas desde a última quinta-feira (03/05), conseguiram a rescisão unilateral dos contratos de trabalho.

Na sentença, proferida pela desembargadora Rosana Salim Villela Travesedo, vice-presidente do TRT/RJ e titular do Juízo Auxiliar de Conciliação de 2º grau junto à CAEP, foi aceito o pedido de tutela de urgência para baixa dos contratos de trabalho, além da liberação do Fundo de Garantia e do seguro-desemprego de trabalhadores incluídos em listagem que será remetida posteriormente pelo sindicato dos rodoviários da cidade do Rio (Sintraturb-Rio). A Caixa Econômica foi oficiada determinando o pagamento dos salários de 82 rodoviários, relativos ao mês de janeiro de 2018, no valor de R$ 276.600,00.

Na pauta seguinte, envolvendo a Madureira Candelária, além da baixa nos contratos de trabalho, liberação do FGTS e do seguro-desemprego, a empresa se comprometeu à receber os (agora ex) rodoviários na sede da empresa hoje, dia 9, e no dia 11 para respectiva baixa na CTPS, com data retroativa ao dia 8/5. Também foi determinado que a empresa entregue uma lista com os nomes de 98 trabalhadores, em 24 horas, e apresente as fichas de registro dos que faltarem nesta relação.

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Pelas redes sociais circula uma cópia da ata de audiência relativo ao caso da Madureira Candelária. Foto: Reprodução Redes Sociais

Além das três, nesta terça-feira também houve audiência de conciliação envolvendo a Litoral Rio (e sua subsidiária extinta Translitoral). No caso delas, a Litoral comprometeu-se a depositar em 48 horas, junto à CAEP, valores descontados indevidamente de trabalhadores à título de auxílio-alimentação e pensão alimentícia – valores que eram deduzidos dos contracheques dos rodoviários mensalmente sem que fossem fornecidos. Foi determinado também que a empresa apresente em sete dias uma planilha de regularização salarial, férias e auxílio-alimentação. Além disso, foi deferido requerimento do sindicato dos trabalhadores para inclusão dos nomes de 150 empregados, 47 da Litoral e cerca de 90 da Translitoral, em uma lista para rescisão indireta dos contratos, com data de 8/5.

O QUE ACONTECE AGORA COM O TRIO?

Com a obtenção da rescisão unilateral dos contratos, os rodoviários das 3 empresas estão livres para obter uma vaga de trabalho em qualquer uma das outras empresas da cidade, em especial, àquelas que assumiram as linhas das três empresas (Caprichosa, Três Amigos, Estrela, Gire, Pavunense e Vila Real). As 3 empresas (Rubanil, América e Madureira Candelária) oficialmente ainda não estão sendo consideradas como extintas, porém, não há mais mão de obra para colocar as frotas em circulação. Posto isto, as empresas citadas acima e que estava operando em caráter provisório, podem passar a operar em caáter efetivo, desde que não haja nenhuma reviravolta no caso. As linhas que estão circulando são:

  • 349 (Rocha Miranda x Castelo) = Estrela, em Turno Único (3 horários por sentido)
  • 350 (Irajá x Passeio) = Estrela
  • 355 (Madureira x Tiradentes) = Três Amigos e Caprichosa
  • 665 (Pavuna x Saens Peña) = Gire, Pavunense e Vila Real
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Até uma definição oficial, as empresas que entraram nas 4 linhas (349, 350, 355 e 665) seguirão operando em modo permanente, como a Estrela na 350.

Relembre as empresas de ônibus que fecharam desde o início do sistema de consórcios, por ordem cronológica, há 8 anos:

2015:

  • Rio Rotas (Santa Cruz)
  • Andorinha (Santa Cruz)
  • Translitorânea (Transcarioca)
  • Via Rio Class (Internorte/Transcarioca/Santa Cruz)

2016:

  • Algarve (Santa Cruz/BRT)
  • Bangu (Santa Cruz/BRT)

2017:

  • Santa Maria (Transcarioca/BRT)
  • São Silvestre (Intersul)

2018:

  • Translitoral (Transcarioca/BRT) (Obs: os ônibus que ainda rodam com o nome da empresa estão sob poder da Litoral Rio)

Com informações do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região/RJ

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Rubanil, América e Madureira Candelária enfrentam nova greve

O trio sediado em Irajá enfrenta uma nova paralisação, porém, nas ruas quase não é visto  a presença das três.

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Ônibus da Viação Rubanil que pegou fogo no último dia 18/04. Se não enguiçar pelo caminho, é capaz de ter um curto circuito.

Três empresas da capital entraram em greve no dia de hoje. Os trabalhadores das empresas Rubanil, América e Madureira Candelária, todas sediadas em Irajá, Zona Norte, e integrantes do Consórcio Internorte, cruzaram os braços desde as primeiras horas da manhã. As motivações da paralisação são os salários e férias atrasados, 9 meses sem receber auxílio alimentação, 13º salários (uma parcela de 2016 e 2017 integral), entre outros.

Atualmente, as três empresas operam juntas com 34 veículos e operam 4 linhas:

  • 349 – Rocha Miranda x Castelo = 3 veículos
  • 350 – Irajá x Passeio = 6 veículos
  • 355 – Madureira x Tiradentes = 19 veículos
  • 665 – Pavuna x Saens Peña =  6 veículos
(Além delas, a Rubanil/América ainda disponibiliza as linhas 351 e 376 em 3 horários pela manhã, sem retorno à tarde. O que já foi denunciado várias vezes em mídias de grannde circulação)

Porém, quem convive com as linhas das três empresas sabe que a situação já era caótica desde 2014, ao menos. Nos tempos áureos, as linhas 350 e 665 circulavam com 126 ônibus juntas, possuindo duas das linhas com maiores frotas do Consórcio Internorte. Porém, com o passar do tempo, e nem com os sucessivos aumentos da passagem, não foi o suficiente para a derrocada do grupo.

O Portal Flumibuss esteve no ponto final de uma das linhas, a 350, no Passeio, área central do Rio e constatou que a espera pela linha pode chegar à duas horas… Mas que isso pode não ser um intervalo “fixo”, pois pode acontecer de um ônibus da linha enguiçar ou pegar fogo, como ocorreu no último dia 18 de Abril, quando um ônibus da linha pegou fogo na Penha Circular, Zona Norte do Rio.

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Ponto final da linha 350 na Avenida Augusto Severo, no Passeio. Este é o retrato de quem depende da linha. Um local sem a mínima estrutura, com a cabine de despachante fechada em quase todos os momentos, tendo que conviver com moradores de rua. Foto: Gabriel Petersen Gomes

Pelo Twitter, muitos usuários reclamam das condições oferecidas pelas empresas, principalmente sobre a falta de ônibus:

Em nota, as três empresas confirmam a paralisação e que o não atendimento das demandas de seus funcionários é em razão do congelamento das passagens há dois anos, o que torna a maior crise já vivida nos transportes do Rio.

A Secretaria Municipal de Transportes disse que desde 2017, as linhas 350 e 665 receberam juntas, 304 multas por interrupção de linha, por operar com frota abaixo do determinado e outras irregularidades. E sobre uma possibilidade de intervenção nas linhas operadas pelas empresas, a mesma disse que ainda está em estudo pela secretaria.

Notas na íntegra:

RUBANIL – AMÉRICA E MADUREIRA CANDELÁRIA:

As empresas Rubanil, Transportes América e Madureira Candelária informam que estão com suas operações  comprometidas, nesta manhã, em razão de uma paralisação parcial de funcionários. 
Vale ressaltar que o setor de transporte por ônibus no Município do Rio enfrenta a maior crise de sua história, tendo a tarifa congelada há dois anos, além de decisões judiciais que reduziram o valor da passagem na capital.
SMTR
A Secretaria Municipal de Transportes informa que o consórcio responsável pela linha 665, que tem frota determinada de 41 veículos, já foi autuado 137 vezes desde o início desta gestão por interrupção de linha, por operar com frota abaixo do determinado e outras irregularidades.
Já sobre a linha 350, que tem frota determinada de 55 veículos, 167 multas foram aplicadas no mesmo período.
Sobre uma possível nova licitação, a questão está em estudo na SMTR.
(Obs: Nota referente apenas às linhas 350 e 665 – da “Rubamérica”. Linhas 355 e 349 não foram citadas)

Recantos ‘peculiares’ do Rio: Rua Viúva Cláudio – Buraco do Lacerda

Hoje estreando a série Recantos do Rio, edição Recantos peculiares, vamos conhecer um pouco da história da Rua Viúva Cláudio, no Jacaré, onde tem uma passagem subterrânea intitulado Buraco do Lacerda.

A passagem subterrânea conhecida por Buraco do Lacerda…

Na década de 1960, o governador Carlos Lacerda promoveu a ida de várias indústrias para o bairro de Jacaré, criando o chamado “Complexo Industrial do Jacaré”, entre o rio Jacaré, as ruas Viúva Cláudio e Bráulio Cordeiro. Também abriu uma passagem por baixo da Linha Auxiliar – atual ramal de Belford Roxo, ligando o bairro a avenida Dom Helder Câmara (antiga Suburbana), ganhando dos moradores o nome de “Buraco do Lacerda”.

Mas a idealização do Buraco não foi pensada em uma questão. Em dias de chuva forte, a passagem fica completamente alagada, impossibilitando a passagem dos veículos. Inclusive, já houve caso em que carro da linha 629 ficasse submerso ali, como podem ver na foto abaixo

Gran Via Midi I B73012 da Rubanil submerso no Buraco do Lacerda. Crédito da foto: Marcos Tristão

Mas como nem tudo são flores, por muitos anos, a região do Buraco do Lacerda era muito – mas muito perigosa, com boca-de-fumo, viciados em crack, fora a insegurança do local. Com a recente pacificação de Jacarezinho, a esperança dos moradores é que a paz volte a reinar por ali. E nesta postagem, confiram algumas fotos registradas no local.
Obs: As fotos foram colocadas em forma de galeria por não ter tido tempo hábil de preparar as legendas, mas conforme for, vou atualizando-as. Crédito das fotos: Gabriel Petersen Gomes